FUNCIONÁRIOS DA RHODIA MANTÊM GREVE NO NORDESTE

Os 480 funcionários da Rhodia Nordeste, em greve desde o último dia 28, decidiram ontem em Recife (PE) manter a paralisação e acampar na frente da fábrica. Eles reivindicam reposição salarial de 174%, readmissão de 35 demitidos e estabilidade no emprego durante 90 dias. O diretor regional da Rhodia, Sérgio Zuanella, disse ontem que "não há possibilidade de atender às reivindicações". A paralisação é de 100% (FSP).

METALÚRGICOS DA CUT PARAM AS NEGOCIAÇÕES

Os metalúrgicos ligados à CUT (Central Única dos Trabalhadores) suspenderam as negociações com a FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) até o próximo dia 10, à espera de uma contraproposta salarial. Eles reivindicam aumento de 216% para recompor salários a nível de abril de 1990 (FSP).

GOVERNO AMEAÇA FECHAR ATÉ 60 EMPRESAS NO PAÍS

O governo federal ameaça fechar, na próxima semana, de 50 a 60 empresas que ele acusa de estarem desrespeitando o congelamento de preços do Plano Collor II. A afirmação foi feita ontem pelo superintendente da SUNAB (Superintendência Nacional de Abastecimento), Omar Marczinsky. As empresas, a maioria do setor industrial, podem ficar fechadas de três a 90 dias. A SUNAB autuou, na última semana, 100 empresas por aumento de preços, que o governo considera abusivos.

O RESULTADO DA TELEBRÁS

A TELEBRÁS fechou o balanço de 1990 com um lucro líquido de Cr$115 bilhões, ou cerca de US$680 milhões. O resultado proporcionará aos seus acionistas dividendos de Cr$38,26 por lote de mil ações. A empresa deve a instalação de 700 mil telefones vendidos em plano de expansão. Em 1990, a TELEBRÁS colocou em serviço 507 mil novas unidades telefônicas, aumentando 9,3 milhões o total de terminais instalados no país. No mesmo período, o número de telefones públicos aumentou de 220 mil para 230 mil. A estatal eliminou 3.037 funções gratificadas no ano passado.

CRITICADA SUSPENSÃO DE EMPRÉSTIMO DO BID

O governo federal criticou ontem a decisão do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento)-- considerando-a política-- de suspender um empréstimo de US$350 milhões ao Brasil, condicionando a liberação dos recursos a um acordo com os bancos credores. O vínculo, segundo nota divulgada pelo ministro interino das Relações Exteriores, Marcos Azambuja, "constitui uma condicionalidade nova, ilegítima e inaceitável". O governo entende ainda que a decisão coloca o próprio BID em risco como instituição financeira e manifesta sua expectativa de que ela seja prontamente revista.

DEPUTADO QUER PROCESSAR COLLOR POR DÍVIDA DE USINEIROS

O deputado federal Luiz Gushiken (PT-SP) requereu ontem à Procuradoria Geral da República abertura de processo contra o presidente Fernando Collor, por crime de responsabilidade, para impedir que o governo autorize o refinanciamento das dívidas (Cr$311 bilhões) dos usineiros pelo prazo de 15 anos.

SÃO BERNARDO PERDE 26 MIL EMPREGOS EM TRÊS ANOS

A base metalúrgica de São Bernardo do Campo e Diadema, em São Paulo, perdeu 26.481 postos de trabalho em três anos. É como se a fábrica da Volkswagen da Via Anchieta-- a maior montadora da América Latina-- fechasse as portas. No entanto, no mesmo período, o nível de produção da indústria automobilística se manteve estável-- 920 mil veículos em 1987 e 915 mil em 1990-- e até cresceu, como em 1988 e 1989, quando a produção superou a média de um milhão de unidades por mês.

PETROBRÁS VAI INVESTIR US$12 BILHÕES ATÉ 1994

O novo presidente da PETROBRÁS, Alfeu Valença, anunciou ontem, ao tomar posse no cargo, que a meta de produzir um milhão de barris diários de petróleo, prevista para 1995, foi antecipada para 1994-- hoje o país produz 650 mil barris. A auto-suficiência do país, no entanto, será conseguida somente em 1998, quando a PETROBRÁS atingirá a produção diária de 1,5 milhão de barris. Até 1994, a estatal investirá US$12 bilhões. Somente este ano, a PETROBRÁS investirá US$1,7 bilhão na produção (O ESP).

RECEITAS COM EXPORTAÇÕES DE FERRO CRESCEM 11%

As seis maiores empresas produtoras de minério de ferro do Brasil exportaram 18,4 milhões de toneladas no primeiro bimestre deste ano, a mesma quantidade do ano passado. A receita obtida pelas empresas brasileiras, junto a 38 países consumidores de ferro, nos dois primeiros meses do ano, foi de US$402 milhões, ante US$363 milhões no mesmo período de 1990, com um avanço de 11%. As informações são do secretário do Sindicato Nacional dos Produtores de Ferro, Antônio Senise (GM).

ÁSIA IMPORTA MAIS EM 1991

A Ásia (excetuando o Oriente Médio) foi o bloco econômico responsável direto pela expansão de 89,17% nas exportações brasileiras de produtos semi-faturados no primeiro bimestre deste ano, em comparação com igual período de 1990. A Ásia só ficou atrás das importações realizadas pelos países da CEE (Comunidade Econômica Européia) no período. No acumulado dos primeiros dois meses deste ano, a Ásia adquiriu um total de US$1,032 bilhão em mercadorias brasileiras, um valor abaixo apenas do US$1,7 bilhão exportado para os países da CEE.

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