SÃO BERNARDO PERDE 26 MIL EMPREGOS EM TRÊS ANOS

A base metalúrgica de São Bernardo do Campo e Diadema, em São Paulo, perdeu 26.481 postos de trabalho em três anos. É como se a fábrica da Volkswagen da Via Anchieta-- a maior montadora da América Latina-- fechasse as portas. No entanto, no mesmo período, o nível de produção da indústria automobilística se manteve estável-- 920 mil veículos em 1987 e 915 mil em 1990-- e até cresceu, como em 1988 e 1989, quando a produção superou a média de um milhão de unidades por mês. De acordo com estudos do DIEESE (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos), o quadro este ano tende a se agravar ainda mais, tomando-se por base a queda de 14% no nível de emprego nos últimos 12 meses (20 mil postos de trabalho eliminados, uma média de 1.700 dispensas mensais). Só em janeiro e fevereiro deste ano a base perdeu cerca de três mil vagas. O salário de um metalúrgico da região corresponde hoje a 1/3 do salário recebido em abril de 1988, segundo o DIEESE (O ESP) (O Dia).