FILHO DE MAGRI TAMBÉM RECEBE DA ELETROPAULO

O analista de tarifas Douglas Magri, assim como seu pai, o ministro do Trabalho e da Previdência Social, Antônio Rogério Magri, também é funcionário da Eletropaulo licenciado do cargo, mas mantendo o salário. Douglas está à disposição da Associação Desportiva Classista (ADC), entidade recreativa, esportiva e cultural mantida pela estatal. A informação, do deputado Arlindo Chinaglia (PT), foi dada quase dois meses depois da denúncia de duplo salário do ministro, remunerado pela Eletropaulo (Cr$900 mil) e pelo ministério (Cr$1,2 milhão).

ACORDO QUÉRCIA-ISRAEL JÁ ENVOLVE US$415 MILHÕES

O governo Orestes Quércia comprometeu no final da gestão US$415 milhões para importações, sem licitação, de equipamentos fabricados em Israel. O professor Armando Laganá, que foi assistente-técnico da reitoria da USP para importações científicas, questiona os preços e volumes na aquisição de sistemas didáticos, no total de US$70 milhões (FSP).

REJEIÇÃO AO PLANO COLLOR II CHEGA A 72%

Mais de dois terços (72%) dos paulistanos consideram o Plano Collor II ruim para o país. Isso é o que revela pesquisa realizada em São Paulo, pelo DataFolha, no último dia 6. Na pesquisa anterior, de 23 de abril, 56% já condenavam o plano. Em abril, 25% ainda viam o plano econômico como bom para o país. Essa taxa cai hoje para 9%. Um mês após a substituição da ministra Zélia Cardoso de Mello, 64% dos entrevistados disseram não acreditar na possibilidade de mudanças substanciais na economia.

COLLOR RECORRE AOS GOVERNADORES

O presidente Fernando Collor de Mello determinou ao ministro da Justiça, Jarbas Passarinho, que procure ainda hoje os governadores, para tentar negociar a articulação de suas bancadas no Congresso. O objetivo é conseguir aprovar a Medida Provisória 296, que reajusta os salários do funcionalismo federal. A aceita da MP será votada em sessão conjunta da Câmara e do Senado, no dia 11 próximo (O ESP).

TCU ABRE PROCESSO NA INTERBRÁS

O Tribunal de Contas da União (TCU) abriu processo para apurar irregularidades na condução do processo de liquidação da "trading" Interbrás, com base em dossiê encaminhado pela Associação dos Engenheiros da PETROBRÁS (AEPET).

ADIADA DECISÃO SOBRE ROGÉRIO MAGRI

O destino do ministro do Trabalho e Previdência Social, Antônio Rogério Magri, somente será definido amanhã. O presidente Fernando Collor de Mello preferiu ouvir a versão do ministro sobre o episódio ocorrido em Genebra, para decidir se o mantém ou não no governo. Em Genebra, em vez de participar da solenidade de abertura da Organização Internacional do Trabalho (OIT), como principal representante do Brasil, Magri fazia compras em companhia de duas mulheres (JC).

FAFERJ DENUNCIA 240 MORTES EM TRÊS ANOS

O presidente da FAFERJ (Federação das Associações de Favelas do Estado do Rio de Janeiro), Pedro Moreira de Mendonça, denunciou ontem a morte de 240 líderes comunitários por traficantes de drogas, nos últimos três anos. A denúncia foi feita durante enterro do presidente da Associação de Moradores do Morro Dona Marta, José Custódio da Silva, e de sua mulher, Nizete, sequestrados e mortos a tiros. O presidente da FAFERJ anunciou que promoverá reuniões com diretores das associações para enfrentar a interferência das quadrilhas no trabalho dos líderes comunitários.

EVENTO PARALELO À RIO-92 PODE SER NO ATERRO

O trecho do Aterro do Flamengo próximo à marina da Glória (zona sul do Rio de Janeiro) deverá ser o local da reunião das organizações ambientalistas não-governamentais (ONGs), evento simultâneo à Rio-92. A proposta das ONGs foi levada ontem ao ministro Carlos Garcia, secretário- executivo da comissão interministerial encarregada de preparar a Rio-92. Segundo Garcia, a proximidade do aterro com o centro do Rio vai facilitar o acesso dos participantes.

A VIOLÊNCIA NO RIO DE JANEIRO

O governador do Rio de Janeiro, Leonel Brizola (PDT), disse ontem que o número de mortes violentas que ocorrem no estado é "maior do que o da Guerra do Vietnã". O governador afirmou que não vai "esconder dos conferecistas da Rio-92 o quadro de violência que há no Rio". Segundo Brizola, oito mil pessoas morreram devido à violência urbana no ano passado. "O lamentável é que o número de vítimas da violência não deve diminuir este ano, porque a taxa mensal está variando entre 500 e 700 vítimas".

PIB FLUMINENSE REGISTRA EXPANSÃO DE 0,6%

O PIB (Produto Interno Bruto) fluminense cresceu apenas 0,6%, no período de 1980 a 1989. O desempenho só foi positivo pelos resultados excepcionais apresentados pela economia de uns poucos municípios, como Macaé, Angra dos Reis e Casimiro de Abreu, impulsionada pelos valores adicionais do petróleo. A região metropolitana continua sendo o núcleo dinâmico da economia do estado, mas teve uma queda de 8,4%, enquanto o interior alcançou um crescimento de 31,4% nesse período.

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