Enviado por admin em seg, 24/06/1991 - 00:00
A pós-graduação no Brasil está com notas boas. Dos 936 principais cursos de mestrados do país, 66,1% têm conceito "A" ou "B". De 411 doutorados, 69,5% estão nessa faixa, considerada "de qualidade" pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Única a fazer uma avaliação do tipo, a Capes afirma que "há uma elevação geral do padrão dos cursos", segundo o coordenador-geral da avaliação, Divonzir Arthur Gusso. Os doutorados em ciências humanas e ciências fisiológicas têm 50% e 53,3% dos cursos com nota "A" (FSP).
Enviado por admin em seg, 24/06/1991 - 00:00
A liberação total de preços está completamente fora dos planos do governo. Embora tenha começado a liberar gradualmente os preços, a nova equipe econômica está determinada a manter sob controle os setores considerados estratégicos.
Enviado por admin em seg, 24/06/1991 - 00:00
Os preços médios dos produtos vendidos pelos supermercados paulistanos registraram alta de 5,6% no período de 12 a 20 deste mês, segundo dados da pesquisa semanal feita pelo "DataFolha". Esse é o quinto aumento semanal consecutivo e o maior do Plano Collor II. Os preços dos alimentos básicos apresentaram, no mesmo período, aumento de 2,8%. A alta é inferior à da semana passada (5,3%), a maior do Plano Collor II (FSP).
Enviado por admin em dom, 23/06/1991 - 00:00
Desde que o ministro Alceni Guerra assumiu o Ministério da Criança, no dia 15 de dezembro de 1990, o número de assassinato de menores carentes aumentou 40% nas principais capitais brasileiras-- São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Salvador. Quando tomou posse, Alceni prometeu apontar e punir os responsáveis pelos crimes. Seis meses depois, o ministro só tem a apresentar denúncias anônimas encaminhadas ao Ministério, à Polícia ou a entidades como o Movimento dos Meninos e Meninas de Rua, nos estados. Nos três primeiros meses de 1991, 300 menores foram mortos (O Globo).
Enviado por admin em dom, 23/06/1991 - 00:00
O ministro da Saúde, Alceni Guerra, garante que nunca se gastou tanto com saúde pública no Brasil como agora. O país investe 4% do seu PIB (Produto Interno Bruto) em saúde-- cerca de Cr$1,4 trilhão (números de dezembro de 1990)-- enquanto na maioria da América Latina esse percentual nunca é inferior a 6%. Somente o Paraguai e a Colômbia gastam menos, proporcionalmente. Segundo o ministro, no último ano do governo Sarney, o investimento foi ainda menor: 1,8% do PIB (O Globo).
Enviado por admin em dom, 23/06/1991 - 00:00
De cada mil crianças que nascem no Brasil, apenas 87 conseguem completar o primeiro aniversário. Com sete anos de idade, existem pelo menos cinco milhões de crianças desnutridas no país. São nada menos que 11 milhões de meninos vivendo nas ruas. Daqueles que chegam aos bancos escolares, 14 milhões de crianças são portadoras do bócio endêmico, causado pela falta de iodo no organismo.
Enviado por admin em dom, 23/06/1991 - 00:00
O governo gasta todos os anos aproxidamente US$4 bilhões para atacar a fome no país. Nos últimos cinco anos, apesar da aplicação dessa verba em quatro programas voltados para seu combate, o número de crianças desnutridas no país entre 0 e 5 anos vem crescendo, por culpa do agravamento da má distribuição de renda nacional. Hoje, já são 10 milhões de crianças mal alimentadas.
Enviado por admin em dom, 23/06/1991 - 00:00
O governo já iniciou um processo de aproximação do presidente Fernando Collor de Mello com o deputado Ulysses Guimarães (PMDB-SP). A união surgiria pela defesa ardorosa que ambos fazem do parlamentarismo (JB).
Enviado por admin em dom, 23/06/1991 - 00:00
O Banco Central solicitou à rede bancária informações sobre os cruzados novos retidos, com o objetivo de preparar estratégia para incentivar aplicações no mercado financeiro, evitando a temida corrida ao consumo. O banco desconhece o perfil da distribuição do dinheiro confiscado e sabe apenas que seu montante equivale a US$23 bilhões. A partir de setembro, ingressarão na economia Cr$650 bilhões mensais. O governo estuda a criação de um novo título financeiro para atrair esse dinheiro (JB).
Enviado por admin em dom, 23/06/1991 - 00:00
O Banco do Brasil seria executado se, como avalista, não tivesse pago a dívida de US$85,9 milhões dos usineiros alagoanos com o Midland Bank, de Londres, e outros credores. O ex-diretor Getúlio da Silva Pessoa fez o alerta no dia 14 passado ao chefe de gabinete da presidência do BB, José Bezerra Rodrigues. "É um compromisso juridicamente inescapável", disse. O presidente da Cooperativa Regional dos Produtores de Açúcar de Alagoas (Coopalag), João Evangelista da Costa Tenório, disse não saber que o BB negociava a recompra da dívida dos usineiros (JB).
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