FÁBRICA CATARINENSE DEMITE 1,3 MIL OPERÁRIOS

A Sulca S/A Indústria Brasileira de Calçados, com sede em Caçador (SC), demitiu todos os seus 1.367 funcionários e fechou suas portas desde o último dia 14. A empresa, que já vinha operando com problemas desde meados de 1989, "não conseguiu superar as dificuldades impostas pela conjuntura econômica nacional", afirmou Isidoro Berger, diretor da Sulca. Os débitos da empresa são da ordem de US$6 milhões (GM).

COMITÊ VAI ESTABELECER POLÍTICA PARA SANEAMENTO BÁSICO

O Ministério da Ação Social lançou ontem, em Brasília, o Comitê Nacional de Saneamento, que será responsável pelo estabelecimento de uma política para o setor em todos os estados. Para o ano de 1991, o Ministério dispõe de Cr$900 bilhões para a área de saneamento. Até agora, no entanto, somente a parcela de Cr$12 bilhões, referente ao orçamento da União, foi totalmente aplicado na melhoria dos serviços de abastecimento de água. Atualmente, 73 milhões de brasileiros não dispõem de redes de esgotos e 13 milhões não têm abastecimento de água.

COTAÇÃO DO DÓLAR NORTE-AMERICANO

Os bancos negociavam ontem o dólar norte-americano para importação e exportação entre Cr$587,70 e Cr$587,80. No mercado paralelo o dólar teve o preço de Cr$660,00 para compra e Cr$670,00 para venda em São Paulo. No Rio de Janeiro a Cr$665,00 e Cr$690,00. O dólar-turismo foi negociado a Cr$645,00 para compra e Cr$660,00 para venda em São Paulo e a Cr$643,00 e Cr$660,00 no Rio de Janeiro (GM).

FMI DIZ NÃO ACEITAR HIPERINFLAÇÃO NO BRASIL

O diretor-gerente do FMI (Fundo Monetário Internacional), Michel Camdessus, disse ontem, em Bangcoc (Tailândia), no encerramento da 46a. Assembléia Anual do FMI-BIRD (Banco Mundial), que a hiperinflação no Brasil é uma situação inaceitável. "Nós estamos muito apreensivos em ver um país com um potencial tão formidável ter hiperinflação e crescimento negativo", afirmou. Ele procurou demonstrar que está pessoalmente empenhado em ajudar o país.

GOVERNO GASTA CR$3,1 BILHÕES EM PASSAGENS AÉREAS

O presidente Fernando Collor e seus ministros voaram 3.777 horas em jatos da FAB de março de 1990 a maio de 1991. Isto equivale a 10 horas de vôo por dia durante um ano, o a 157 dias ininterruptos de vôo. Além de fazer 1.060 viagens oficiais, o governo gastou mais Cr$3,1 bilhões com passagens em vôos comerciais. A despesa com as viagens feitas nos jatinhos e no Boeing presidencial ficou em Cr$1,24 bilhão, sem correção. A distância percorrida nas 1.060 viagens corresponde a 71 voltas em torno da Terra. As informações são do Ministério da Aeronáutica (FSP).

GRUPO DOS 7 NÃO LIBERA VERBA PROMETIDA

O governo brasileiro ainda não viu a cor dos US$50 milhões prometidos em julho deste ano, em Londres (Inglaterra), pelo G-7, grupo que reúne os sete países mais ricos do mundo (EUA, Alemanha, Grã-Bretanha, França, Itália, Japão e Canadá). O dinheiro corresponde à primeira parcela do investimento de US$1,5 bilhão no projeto-piloto de proteção às florestas tropicais. A verba só será liberada após uma reunião em Genebra (Suíça), em dezembro.

PEDIDO DE SEGURO-DESEMPREGO CRESCE 22,5%

O total de requerimentos de seguro-desemprego em agosto subiu para 254,4 mil, 22,5% acima do volume registrado em julho e 0,20% mais que em agosto de 1990. Do total de pedidos feitos para o seguro-desemprego em agosto, 32,1% são de São Paulo e 14,3% do Rio de Janeiro. O número de trabalhadores com seguro-desemprego em agosto aumentou para 240,7 mil, contra 194 mil do mês anterior, com alta de 24%. Em relação a agosto do ano passado o total de trabalhadores com seguro-desemprego subiu 0,37%. Em agosto foram pagos Cr$42,7 bilhões àqueles trabalhadores.

INDÚSTRIAS DE MANAUS DEMITEM 2,9 MIL TRABALHADORES

Os grupos CCE, Sharp, Semp Toshiba, Gradiente, Philco, Philips, Sony, Evadin e Basf demitiram 2.909 empregados em suas indústrias instaladas na Zona Franca de Manaus (AM) nos últimos 15 dias. As mesmas empresas estão comunicando férias coletivas a cerca de dois mil funcionários a partir da próxima semana. Essas empresas tem, no total, 17 mil funcionários.

O DESEMPREGO NO PARANÁ

O primeiro semestre apresentou uma queda de 6.454 empregos no Estado do Paraná. Segundo o DIEESE, 48,3% deste total são da região metropolitana de Curitiba (FSP).

BRASIL TEM AS MAIORES DISPARIDADES SALARIAIS

O Brasil tem uma das piores distribuições de renda entre os 21 países pesquisados pela empresa norte-americana de consultoria Towers Perrin. Enquanto o presidente de uma empresa no país é o nono mais bem pago, com rendimentos de US$376,7 mil por ano, o operário especializado ganha 66 vezes menos (US$5,6 mil/ano), na frente apenas do trabalhador venezuelano (US$4,5 mil/ano). O mesmo acontece com a maioria dos países do Terceiro Mundo. Na Venezuela, os operários ganham 67 vezes menos que os presidentes, que têm salários médios de US$311 mil por ano.

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