FMI DIZ NÃO ACEITAR HIPERINFLAÇÃO NO BRASIL

O diretor-gerente do FMI (Fundo Monetário Internacional), Michel Camdessus, disse ontem, em Bangcoc (Tailândia), no encerramento da 46a. Assembléia Anual do FMI-BIRD (Banco Mundial), que a hiperinflação no Brasil é uma situação inaceitável. "Nós estamos muito apreensivos em ver um país com um potencial tão formidável ter hiperinflação e crescimento negativo", afirmou. Ele procurou demonstrar que está pessoalmente empenhado em ajudar o país. "É com total dedicação que estamos trabalhando com os nossos amigos do Brasil para tentar definir um programa de estabilização construtivo", disse. Acrescentou que "progressos significativos já foram feitos nesse esforço" e que o FMI "está trabalhando intensamente pela finalização de um acordo "stand-by" (acordo de contingenciamento) até dezembro próximo. O presidente do BIRD, Lewis Preston, disse que o Brasil não pode fracassar em sua próxima tentativa de estabilização. Acrescentou que "nós todos estamos preocupados com isso, inclusive o ministro" da Economia, Marcílio Marques Moreira. Preston disse que o BIRD, após a finalização do acordo de "stand-by" do FMI, deverá conceder ao Brasil recursos da ordem de US$6 bilhões para o país garantir pagamentos da dívida externa e conseguir viabilizar a redução dos débitos (FSP) (JB).