JUIZ DO RJ DENUNCIADO POR TRÁFICO DE DROGAS

O juiz Nestor José do Nascimento foi denunciado ontem pelo procurador geral de Justiça do estado, Antônio Carlos Biscaia, por tráfico de drogas e formação de quadrilha. Segundo a denúncia, o apartamento do juiz era usado para estocar cocaína de uma quadrilha presa em maio. Nestor do Nascimento, cujo nome é citado na CPI do narcotráfico, está preso por fraudes contra o INSS (O Globo).

ROMBO NO FGTS É SUPERIOR AOS CR$100 BILHÕES

É superior a Cr$100 bilhões o desvio de recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para liquidações extrajudiciais do Banco Central. O inspetor da Caixa Econômica Federal Lucas Pirajá, que há dois dias denunciou a irregularidade durante depoimento na CPI que investiga o rombo do FGTS, não sofrerá nenhuma punição. Segundo o presidente da Caixa, Álvaro Mendonça, "não aconteceu em nenhum momento nenhuma ação ou intenção de inibir a participação de Lucas Pirajá na CPI", conforme o inspetor denunciou durante o depoimento.

ITAMARATY NÃO FALA SOBRE EX-EMBAIXADOR NO CASO BCCI

O Itamaraty decidiu não se manifestar oficialmente sobre o envolvimento do ex-embaixador brasileiro nos EUA Sérgio Correia da Costa no escândalo do Banco de Crédito e Comércio Internacional (BCCI). A posição é justificada pela ausência de documentos que comprovem vínculos formais entre o BCCI e Correia da Costa até o final de 86, quando deixou o cargo em Washington. Para o Itamaraty, Correia da Costa só passou a se relacionar formalmente com o BCCI depois de ter deixado a embaixada (FSP).

RESERVA YANOMANI SERÁ DEFINIDA HOJE

O ministro da Justiça, Jarbas Passarinho, disse que o governo define hoje a demarcação da reserva dos índios Yanomanis, em Roraima. Segundo ele, a proposta defendida pelos militares de um novo estudo da área a ser demarcada não deverá ser aceita. O projeto original da FUNAI demarca 9,4 milhões de hectares. A posição final do governo sobre a área da reserva deverá ser anunciada após reunião do presidente Fernando Collor de Mello com oito ministros, secretários e os presidentes da FUNAI, IBAMA e da Secretaria do Meio Ambiente (FSP).

JUIZ REDUZ AUMENTO DOS METALÚRGICOS

O juiz do Tribunal Superior do Trabalho (TST) Ursulino Santos suspendeu provisoriamente sentença do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de São Paulo e reduziu o reajuste dos metalúrgicos de São Paulo, Osasco e Guarulhos de 113,4% para 75,58%. O TRT de São Paulo concedeu 113,4%, mas a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) recorreu da decisão. Santos aceitou parcialmente a liminar. Ainda não há data para o julgamento definitivo do TST. Os três sindicatos de trabalhadores já marcaram greve para o próximo dia 21 (O ESP).

CARROS SOFREM NOVO REAJUSTE

A Fiat aumentou, ontem, os preços de seus veículos. Os reajustes vão de 15,5% a 22,8%. No último dia 11, a Volkswagen e a General Motors também deverão aumentar seus preços, em percentuais superiores a 30% (JC).

A ARRECADAÇÃO DE IMPOSTOS FEDERAIS

A arrecadação de impostos e contribuições federais atingiu, no último mês, Cr$1,7 trilhão, 34,91% nominais (sem descontar a inflação) acima do resultado de setembro (JC).

CVRD LUCRA CR$35 BILHÕES

A Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) registrou, no último mês, lucro líquido de Cr$35,6 bilhões (US$55,2 milhões), o equivalente a Cr$733,19 por lote de mil ações. O resultado superou em 183% o de setembro, quando o lucro chegou aos US$19,4 milhões. Nos 10 meses do ano, a estatal acumula Cr$169,9 bilhões (US$263,4 milhões) de lucro (JC).

BRASPETRO FECHA BALANÇO COM PREJUÍZO

A minidesvalorização do final de setembro fez com que a BRASPETRO, subsidiária da PETROBRÁS, fechasse o balanço do mês com um prejuízo de Cr$1,5 bilhão, equivalente a US$2 milhões, o que provocou queda no lucro acumulado da estatal. Assim, informa a empresa, depois de somar lucro, de janeiro a agosto, de Cr$521,7 bilhões, a perda da BRASPETRO levou a PETROBRÁS a registrar, nos primeiros nove meses do ano, um ganho líquido menor, de Cr$390,9 bilhões. O lucro por ação, no período de janeiro a setembro, foi de Cr$388,52 (JC).

O ACORDO BRASIL-EUA

O não reconhecimento de patentes pelo Brasil provocou a primeira represália concreta dos EUA: o acordo de cooperação científica entre os dois países, renovado ontem no Itamaraty, exclui áreas nas quais não haja o reconhecimento de propriedade intelectual, como fármacos, biotecnologia e produtos alimentícios. O embaixador norte-americano no Brasil, Richard Melton, não quis comentar o assunto: "Esta é uma decisão soberana do meu país", limitou-se a dizer.

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