É superior a Cr$100 bilhões o desvio de recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para liquidações extrajudiciais do Banco Central. O inspetor da Caixa Econômica Federal Lucas Pirajá, que há dois dias denunciou a irregularidade durante depoimento na CPI que investiga o rombo do FGTS, não sofrerá nenhuma punição. Segundo o presidente da Caixa, Álvaro Mendonça, "não aconteceu em nenhum momento nenhuma ação ou intenção de inibir a participação de Lucas Pirajá na CPI", conforme o inspetor denunciou durante o depoimento. A lista dos beneficiários dos recursos do FGTS inclui várias empresas liquidadas pelo BC, entre elas o Comind, o Sulbrasileiro, a Vitória-Minas e a Tradição (JB).