COLLOR APROVA CARTA AO FMI

O presidente Fernando Collor de Mello aprovou ontem a minuta da carta de intenção que o governo encaminhará ao Fundo Monetário Internacional (FMI). O texto da carta foi discutido durante duas semanas em Washington (EUA) pelo secretário de Planejamento, Pedro Parente, e os técnicos da instituição. Até o final desta semana o governo encaminhará oficialmente o texto da carta à apreciação do board (diretoria) do FMI para aprovação do acordo stand-by com o Brasil até meados de dezembro.

CIENTISTA DENUNCIA TRÁFICO DE ÓRGÃOS

O cientista alemão Siegfried Pater lançou um livro no qual denuncia que o Brasil é um dos maiores fornecedores mundiais de órgãos para transplantes em países desenvolvidos, e que assassinatos de menores estariam sendo cometidos para a obtenção de rins e córneas (O Globo).

OMS ALERTA BRASIL SOBRE RISCO DE AIDS VIRAR TRAGÉDIA

O diretor do Programa Global de AIDS da Organização Mundial de Saúde (OMS), Michael Merson, alertou o Brasil para o perigo de a AIDS se tornar uma tragédia no país. Ele esteve recentemente no Brasil e negociou um acordo com o Ministério da Saúde, através do qual os brasileiros participariam de teste em massa das vacinas contra a AIDS. Merson disse, em entrevista concedida em Washington, que se assustou com a rapidez da contaminação no país e com o descaso dos brasileiros em relação à doença (O Globo).

BISPOS DIZEM QUE BRASIL VIVE UMA CULTURA DA MORTE

Os bispos de 22 dioceses da Bahia e Sergipe, que durante cinco dias participaram da XIX Reunião Regional Nordeste III, em Salvador (BA), patrocinada pela CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), apontaram a existência de uma cultura da morte no Brasil. De acordo com o documento elaborado durante o encontro, "a vida está sendo ameaçada, agredida, menosprezada, deteriorada a ponto de se falar e viver uma cultura de morte".

BC DEVOLVE O GRUPO DELFIN A LEVINSOHN

Após oito anos sob intervenção do Banco Central, o grupo Delfin foi devolvido ao empresário Ronald Levinsohn, por determinação do Superior Tribunal de Justiça. A sentença baseou-se em contrato assinado entre o empresário e o BC, restringindo a atuação do grupo. Levinsohn não poderá operar no mercado financeiro, mas fica livre para vender parte do patrimônio e emitir letras hipotecárias para ressarcir o BC (JB).

BVRJ LEILOA HOJE AÇÕES DA USIMINAS

A privatização da USIMINAS será finalizada hoje na Bolsa de Valores do Rio de Janeiro (BVRJ), com o leilão das ações preferenciais (sem direito a voto) da empresa que sobraram da oferta pública (venda na rede bancária) encerrada no dia 8 deste mês. Vão a leilão hoje 708,6 bilhões de ações da Usiminas ao preço mínimo de Cr$550,00 por lote de mil ações (FSP).

BC LIBERA 4a. PARCELA DE CRUZADOS RETIDOS

O Banco Central libera hoje mais Cr$1,12 trilhão correspondentes à conversão dos cruzados novos retidos pelo Plano Collor I. Essa é a quarta do total de 13 parcelas mensais a serem devolvidas até agosto do próximo ano (FSP).

BANCOS ESTUDAM FUNDOS PARA O CRÉDITO RURAL

Os diretores de crédito da rede bancária privada se reúnem esta semana, na Federação Brasileira das Associações de Bancos (FEBRABAN), para analisarem a viabilidade dos fundos mútuos de renda fixa com aplicações voltadas a cédulas de crédito rural, cuja autorização para formação foi dada no último dia 7, pelo Banco Central através da Circular 2.076 (FSP).

SOBREVIVENTE DE CHACINA DE MENORES NO RJ APONTA SUSPEITO

O delegado titular da 59a. DP, em Duque de Caxias (RJ), Mário Freitas Azevedo, deve tomar hoje depoimento de Andréa da Silva Lourenço, 16 anos. Ela é a única sobrevivente da chacina ocorrida, no último dia 14, na favela do Dique, em Duque de Caxias, onde seis menores foram mortos a tiros após serem espancados. Para o delegado Azevedo, eles foram mortos porque estariam atrapalhando a boca de fumo na favela do Dique (FSP).

VICE-PRESIDENTE DA FIESP ATACA POLÍTICA DE JUROS ALTOS

O vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), Carlos Eduardo Moreira Ferreira, critica a política oficial de juros altos. Candidato à cadeira de Mário Amato na presidência da entidade, ele acha que o governo está deixando a indústria nacional entre a inadimplência e a sonegação (FSP).

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