A emissão de títulos da dívida pública no valor de US$1 bilhão este ano, para assegurar equalização dos juros nos créditos à exportação, foi previamente acertada com o FMI (Fundo Monetário Internacional). Esta emissão inviabilizaria o cumprimento das metas de déficit público prometidas na carta de intenções ao FMI e, por isso, não será computada nas contas públicas este ano. O acerto foi negociado, por telefone, pelo secretário nacional de Planejamento, Pedro Parente, com o FMI. Os títulos só serão computados como aumento do endividamento do setor público nas datas de vencimento. Em 1992, se houver resgates, eles serão pequenos, pois o prazo de vencimento é de seis meses após a emissão do papel-- que depende de aprovação do Congresso Nacional (O Globo).