Os empresários estão convencidos de que a gestão do ministro Marcílio Marques Moreira (Economia) foi preenchida por mais acertos do que erros. O principal mérito, segundo acreditam, foi restabelecer o diálogo com a classe empresarial. "Boa parte da credibilidade do governo Collor pode ser atribuída a Marcílio", afirmou o presidente da Gradiente, Eugênio Staub. O ministro tranquilizou o mercado e permitiu que os empresários pudessem enxergar um pouco mais à frente, de acordo com a análise do presidente da FECESP (Federação do Comércio do Estado de São Paulo). O presidente da Souza Cruz, Antônio Monteiro de Castro, afirmou que a política adotada por Marcílio está exigindo muitos sacrifícios "até por ser o caminho mais correto para atingir a estabilização da economia. O presidente da FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Mário Amato, disse que o ministro erra na dosagem da recessão, que está sendo prolongada demais e vem abalando a saúde financeira das empresas. Disse, porém, que o ministro conseguiu devolver a confiança aos empresários, no sentido de que não haverá choques e mudanças na regra do jogo. Pesquisa realizada por este jornal junto a 33 pessoas, entre economistas, sindicalistas, deputados e empresários mostra a nota média que cada grupo deu à gestão de Marcílio Marques Moreira à frente do Ministério da Economia: empresários (7,6), sindicalistas (3,0), economistas (5,1) e deputados (5,9) (O ESP) (O Globo).