A madeira de mogno da Amazônia está para se tornar tema de uma nova polêmica entre preservacionistas e poderes público e econômico. Mesmo ameaçada de extinção, a árvore é cortada livremente nas florestas do norte brasileiro. Grupos ambientalistas já vêem na ação rápida das madeireiras a mais grave ameaça à mata virgem e às áreas indígenas, suplantando o perigo menos organizado dos garimpeiros. O assédio empresarial atinge hoje áreas indígenas que contêm reservatórios ricos. Um exemplo da valorização vertiginosa: índios do sul do Pará recebem cerca de US$10,00 por árvore cortada pelas madeireiras. Depois de processada em uma serraria e levada ao porto de Belém, essa árvore será exportada por até US$3.600. Esse salto é que faz do mogno uma espécie de ouro verde (FSP).