MERCOSUL REÚNE EMPRESÁRIOS

Uma série de reuniões de empresários e autoridades dos países do MERCOSUL começa a detalhar negócios e projetos comuns: na área da construção civil há necessidade de 20 mil novos quilômetros de rodovias e 4 mil quilômetros de ferrovias, com investimentos de US$100 bilhões em obras de infra-estrutura nos próximos 15 anos nos quatro países. Está sendo constituída também uma coordenadoria do setor coureiro-calçadista, e estão sendo preparados novos encontros entre empresários dos quatro países das regiões da fronteira e de negócios de pequenas e médias empresas.

MANNESMANN É NEGOCIADA

A Bolsa de Valores do Rio de Janeiro informou ao mercado que as ações da Mannesmann S/A estão liberadas para a volta ao pregão carioca. Também a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) autorizou ontem a volta da negociação das ações da empresa nos pregões das Bolsas de Valores do país.

RFFSA DEMITIU 11 MIL FERROVIÁRIOS EM DOIS ANOS

O presidente demissionário da RFFSA (Rede Ferroviária Federal S/A), Martiniano Lauro de Oliveira, informou ontem, em Porto Alegre (RS), que a Rede demitiu, nos últimos dois anos, 11 mil funcionários em todo o país. Segundo ele, as demissões proporcionaram uma economia de US$110 milhões nos gastos da empresa. Oliveira disse que a Rede conta atualmente com 48,8 mil funcionários, e acrescentou que a demissão de mais 2,8 mil servidores poderá trazer ainda maior redução nos gastos da estatal (JC).

INTEGRAÇÃO CULTURAL NO MERCOSUL

Um projeto comum da editora gaúcha Tchê e da Casa de Cultura Alvear, da província de Corrientes, no nordeste argentino, deu origem a um marco de integração cultural no MERCOSUL (Mercado Comum do Sul): uma antologia bilíngue de contos, que reúne sete escritores brasileiros e sete argentinos. Entre os brasileiros, destaca-se: Moacyr Scliar, o humorista Luís Fernando Veríssimo e a carioca Patrícia Bins, que vive em Porto Alegre. Dos argentinos, o mais conhecido é Mempo Giardinelli (JC).

SERVIDORES DO RJ TERÃO REAJUSTE DE 15%

Os 112 mil servidores municipais do Rio de Janeiro terão este mês uma correção salarial de 15% sobre os vencimentos de abril. Com o aumento, o piso salarial do funcionalismo passa para Cr$117,8 mil e o teto para Cr$922,2 mil. Como o salário-mínimo é de Cr$230 mil, o piso salarial dos servidores terá uma complementação até atingir este valor (O Dia).

METALÚRGICOS DA CSN TERÃO REAJUSTE DE 45,3%

Cerca de dois mil metalúrgicos da CSN (Companhia Siderúrgica Nacional), em Volta Redonda (RJ), em assembléia convocada por diretores dissidentes do sindicato da categoria, aprovaram ontem a proposta da empresa de reajuste salarial para este mês. Com esta proposta, rejeitada pela diretoria do sindicato, os trabalhadores vão ter 37,8% de reposição e mais 7,5% de antecipação. O sindicato reuniu 300 metalúrgicos na porta da CSN, frustrando seu objetivo de esvaziar a assembléia chamada pelo grupo dissidente.

MINISTROS DISCUTEM AS POLÍTICAS MACROECONÔMICAS

Não se espera que, ao encerrar-se a reunião desta semana dos ministros da Economia da Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, seja anunciada a harmonização das políticas macroeconômicas-- câmbio, tributação, tarifas de serviços públicos, créditos à produção-- entre os países do Mercado Comum do Sul (MERCOSUL).

BRASIL VENDE MAIS À ÁSIA

A Ásia (excluído o Oriente Médio) tornou-se um mercado quase tão importante quanto os EUA para as empresas exportadoras brasileiras. Já é duas vezes e meia maior que o MERCOSUL, em volume de importações de produtos do Brasil. E comprou mais que todo o conjunto de países latino- americanos, no ano passado. A Associação dos Exportadores Brasileiros (AEB) prevê que, ainda neste ano, o mercado asiático deverá passar a ser o segundo em importância para o Brasil. Tomaria o lugar dos EUA, ficando abaixo da Comunidade Econômica Européia (CEE).

O PLANO 2.015 DA ELETROBRÁS

O Plano 2015, instrumento básico para o planejamento estratégico do setor elétrico por um período de 22 anos, contados a partir de 1993, confirmará a predominância das hidrelétricas como fonte de geração de energia no país. A termoletricidade, com origem no gás natural, derivados de petróleo, bagaço de cana e carvão conquistarão um espaço maior na matriz brasileira do que o que lhes foi concedido no Plano 2010. Já a energia nuclear ficará restrita à Angra 1, em operação, e à conclusão de Angra 2.

COLLOR QUER COLHEITA DE 80 MILHÕES DE TONELADAS

O governo pretende colher, na safra agrícola 1992/93, 80 milhões de toneladas de grãos, montante quase 10% superior ao esperado para este ano. A recomendação foi feita há cerca de 15 dias pelo presidente Fernando Collor. Ontem, o ministro da Agricultura, Antônio Cabrera, e o secretário de Assuntos Estratégicos, Eliezer Batista, começaram a discutir os mecanismos e instrumentos necessários para estimular o plantio da próxima safra, tendo em vista a necessidade de cumprir a meta de 80 milhões de toneladas.

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