A ofensiva do governo para tentar derrubar o pedido de Impeachment" do presidente Fernando Collor pode causar aos cofres públicos pelo menos US$1 bilhão (cerca de Cr$4,7 trilhões). Esta é a soma dos recursos já reservados para distribuição política até o final do ano. Para evitar o impeachment, o governo precisa do apoio de 168 dos 503 deputados. O volume de recursos já destinados equivale a US$5,9 milhões por voto. O volume de recursos ainda pode ser aumentado, dependendo da negociação entre o Ministério da Economia e os integrantes do "esquadrão da morte" do governo. A equipe econômica concordou ontem em atender à reivindicação do ministro da Ação Social, Ricardo Fiúza, liberando Cr$1,5 trilhão para a área de habitação provenientes do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador). Essa liberação mostra que a equipe econômica está encontrando formas alternativas para ceder às pressões políticas por mais recursos. Fiúza disse que o dinheiro será transferido para a CEF que vai aplicá-lo na continuidade das obras financiadas com recursos do FGTS. Além do dinheiro do FAT, serão repassados à CEF Cr$500 bilhões do FDS (Fundo de Desenvolvimento Social), segundo Fiúza, o que eleva a soma para Cr$2 trilhões (FSP).