TITULAR DA SEST DIZ QUE SISTEMA FINANCEIRO TERÁ PERDA

O secretário de Controle das Empresas Estatais, Henri Reichstul, afirmou que o sistema financeiro terá perda mensal de Cz$2,4 bilhões caso a inflação, a partir do programa de estabilização da economia, fique 1% ao mês. Ele explicou o prejuízo informando que 80% dos títulos públicos federais em poder das instituições financeiras privadas (Cz$240 bilhões), que são sua principal fonte de lucro, serão resgatadas este ano, mas como a OTN foi congelada, haverá perda (O Globo).

SATURNINO REVOGA AUMENTO DA UNIF SE TIVER RECURSOS

O prefeito Saturnino Braga, do Rio de Janeiro, admite revogar o decreto que aumenta a UNIF a partir de julho, majorando em 31,51% as seis últimas cotas do IPTU, desde que o governo federal repasse ao Município recursos de Cz$1 bilhão. Essa é sua previsão de queda na receita caso retorne à UNIF de dezembro (Cz$188,99), e por isso está disposto a ir Brasília, discutir o assunto com o ministro da Fazenda, Dilson Funaro (O Globo).

BRIZOLA VAI FISCALIZAR CONGELAMENTO

O governador Leonel Brizola (RJ) assinou decreto criando a Coordenação Especial de Fiscalização, destinada a promover no Estado, o controle e a fiscalização, no cumprimento das normas relativas ao congelamento de preços estabelecido pelo governo federal (O Globo).

INDÚSTRIAS DE ARARAQUARA REBAIXAM PREÇOS

As indústrias de Araraquara (SP) decidiram reduzir, entre 8% a 15%, o preço dos seus produtos, após a diminuição dos seus custos financeiros. A Rhodia comunicou que repassará a seus clientes a redução de preços de seus produtos obtida com a queda dos juros provocada pela extinção de correção monetária (O Globo).

GOVERNO LIBERA ESTOQUE DE ARROZ

Para evitar qualquer problema de sonegação no abastecimento de grãos, como a recusa de fornecedores em entregar alimentos para os supermercados, o governo decidiu pôr à disposição de empacotadotres todo o seu estoque de arroz. Esta medida foi acertada, ontem, entre a SEAP e a CFP (Companhia de Financiamento da Produção) (O Globo).

SERVIDOR PROTESTA CONTRA SALÁRIO MÉDIO

O presidente da Confederação dos Servidores Públicos do Brasil, Arquimedes Pedreira Franco, enviou telegrama ao presidente José Sarney, expressando "congratulações, em nome da categoria, pelas mudanças operadas na economia brasileira", mas protestou contra a fixação "dos salários chamados reais em níveis médios de época anterior à dos preços considerados congelados" (O Globo).

GOVERNO NÃO TABELA JUROS A CURTO PRAZO

O presidente José Sarney afirmou que está "pronto a agir contra qualquer setor que criar obstáculos às metas da reforma". Ele disse que o governo não vai tabelar os juros nos próximos 30 dias e não pretende introduzir qualquer modificação na redação corrigida que está sendo elaborada. Mas os juros poderão ser tabelados caso a avaliação dos primeiros 30 dias do pacote indique que eles prejudicam o objetivo de atingir a inflação zero (O Globo).

PMDB HOMENAGEIA SARNEY

O presidente do PMDB, Ulysses Guimarães, ao abrir ontem a reunião do Diretório Nacional convocada para discutir as relações do partido com o governo, homenageou o presidente José Sarney "pela forma corajosa como decidiu adotar as medidas de contenção inflacionária, que vieram a resgatar antigas bandeiras do PMDB" (O Globo).

BNH FIXA CRITÉRIOS PARA PRESTAÇÕES

Todos os compradores de casa prória pelo Sistema Financeiro da Habitação podem reiniciar o pagamento das prestações a partir de hoje. O Banco Nacional da Habitação (BNH) fixou critérios para a cobrança das mensalidades e comunicou a todos os agentes financeiros. A prestação deste mês será convertida em cruzados pela paridade de Cr$1000 para Cz$1,00; em abril, o comprador devolverá o carnê, para que o valor seja recalculado (O Globo).

GOVERNO DEFINE MENSALIDADES ESCOLARES

O secretário-geral adjunto do Ministério do Planejamento, Edson de Oliveira Nunes, anunciou que o acordo entre o governo e as escolas particulares está "praticamente fechado". As mensalidades dos colégios deverão seguir a média dos salários dos professores nos últimos seis meses (no caso de semestralidade) e 12 meses (anuidade). O aumento médio nacional cairá de 89% para 49%, já que teria como base os dissídios dos professores de cada região do país.

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