GRUPO DOS 24 DIZ QUE DÍVIDA É INSUSTENTÁVEL

O Grupo dos 24 (G-24), integrado por países do Terceiro Mundo considerados não alinhados, ao final de reunião realizada no último dia 6 em Buenos Aires, divulgou comunicado onde diz que o endividamento externo desses países, "é insustentável". O documento acrescenta que "a dívida transcende os mecanismos de mercado" e que a capacidade de pagamento dos países devedores só será aumentada se for mantido o fluxo de crédito e reduzidas as taxas de juros.

GOVERNO VAI MANTER SUBSÍDIOS À AGRICULTURA

O secretário-geral do Ministério do Planejamento, Andrea Calabi, informou que o governo decidiu manter um sistema de subsídios ao setor agrícola que seja compatível com o programa de estabilização econômica. Segundo ele, "o sistema será diferente daquele que vigorou no período inflacionário, pois além de privilegiar principalmente os investimentos na agricultura (o anterior dava maior apoio ao custeio e comercialização), os subsídios serão bancados diretamente pelo orçamento fiscal da União e não pela via do crédito, ou orçamento monetário" (FSP).

BC DIZ QUE CMN NORMALIZA MERCADO FINANCEIRO

O presidente do Banco Central, Fernão Bracher, afirmou que as medidas aprovadas no último dia 6 pelo Conselho Monetário Nacional (CMN)-- flexibilização do compulsório, do redesconto de liquidez e das aplicações obrigatórias em crédito rural-- permitirão a normalidade do sistema financeiro, a redução dos juros e a ampliação dos empréstimos ao setor produtivo (FSP).

PUC TEM ATO PÚBLICO EM REPÚDIO À INVASÃO

Cerca de 500 pessoas participaram, ontem, na PUC de São Paulo, de ato público de repúdio à invasão da universidade no último dia 4 por 20 agentes da Polícia Federal, que impediram a exibição do filme "Je vous salue, Marie", de Godard (FSP).

GOVERNO PODE MUDAR ESCALA MÓVEL DE SALÁRIOS

Segundo o jornal O Globo, fonte do Palácio do Planalto informou que o governo deverá optar pela proposta do Ministério do Planejamento, de que a incorporação de qualquer inflação registrada no IPC seja negociada entre patrões e empregados e não incorporada automaticamente aos salários na data-base, como defende o Ministério do Trabalho (O Globo).

RECEITA FEDERAL DIZ QUE VAI PERDER CZ$8 BILHÕES

O secretário-adjunto da Receita Federal, Jimir Doniak, informou que o governo terá perda de Cz$8 bilhões na arrecadação do imposto de renda, este ano, em consequência das medidas contidas no "pacote" econômico do governo que congelou o imposto a pagar das empresas pela ORTN de fevereiro, que foi de Cr$93.039,40 (O Globo).

DÓLAR SE ESTABILIZA NO PARALELO

O dólar norte-americano no mercado paralelo manteve-se estável, ontem, sendo negociado a Cz$17,00 para compra e a Cz$17,50 para venda, com o ágio (diferença entre o oficial e o paralelo) permanecendo em 26,4% (O Globo).

BC COMPRA 50 MILHÕES DE OTNS

O Banco Central comprou 50 milhões de Obrigações do Tesouro Nacional (OTN), recebendo juros entre 16% e 18% ao ano, segundo informação do diretor da dívida pública do banco, André Lara Resende. O valor total da operação alcançou Cz$4,9 bilhões (O Globo).

TAXA DE JUROS DO BC JÁ É DE 1,2% AO MÊS

Ao anunciar que o Banco Cetral já trabalha com taxa de juros de 1,2% ao mês, com perspectiva anual de 15%, o ministro do Planejamento, João Sayad, afirmou que a redução somente foi possível com a extinção da correção monetária (O Globo).

FED REDUZ TAXA DE DESCONTO

O Federal Reserve (o banco central norte-americano) reduziu ontem sua taxa de desconto de 7,5% para 7%, seguindo assim o movimento iniciado pelos bancos centrais da Alemanha Ocidental, Japão e França (O Globo).

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