JAPÃO COMPRA MENOS PRODUTOS SIDERÚRGICOS DO BRASIL

Segundo o Conselho de Não-Ferrosos e de Siderurgia (CONSIDER), o Japão está diminuindo as compras de produtos siderúrgicos brasileiros. Em 1984 importou 997.039 toneladas, no valor de US$178,695 milhões, diante de 774.058 toneladas em 1985, no valor de US$136,313 milhões. Neste ano, os japoneses importaram 270.185 toneladas num total de US$109,354 milhões (GM).

BRASIL VENDE SOLVENTE À PEMEX

A Dow Global Trading (criada no ano passado), "trading-company" do grupo norte-americano Dow Chemical, começou a operar no Brasil com a venda, em janeiro deste ano, de 1,5 mil toneladas de percloroetileno ("um solvente clorado") brasileiro à Pemex, do México, no valor de US$1,5 milhão (GM).

BRASIL E URUGUAI QUEREM AMPLIAR COMÉRCIO

O ministro das Relações Exteriores, Abreu Sodré, e o chanceler uruguaio Enrique Iglesias, vão instalar oficialmente, no próximo dia 20, a comissão geral de coordenação Brasil/Uruguai, instituída em 1975 pelo Tratado de Amizade, Cooperação e Comércio. A comissão será responsável pela ampliação do comércio entre os dois países, que nos últimos 20 anos, segundo o embaixador uruguaio no Brasil, Roberto Vivo, não tem ultrapassado US$300 milhões nos dois sentidos (GM).

SUNAB JÁ AUTUOU 3 MIL ESTABELECIMENTOS

A Superintendência Nacional de Abastecimento (SUNAB) autuou, desde o dia 28 de fevereiro até ontem, em todo o país, 3 mil estabelecimentos com preços irregulares. Em São Paulo, foram feitas 590 autuações; e no Rio de Janeiro, 460.

GOVERNO QUER PROIBIR TÍTULOS COM CORREÇÃO MONETÁRIA

O diretor da área de capitais do Banco Central, Luiz Carlos Mendonça de Barros, informou que o Conselho Monetário Nacional (CMN) examinará, neste mês, a proposta do BC proibindo a emissão de títulos com cláusula de correção monetária ainda que por prazo superior a um ano. Ele lembrou que a manutenção das Obrigações do Tesouro Nacional (OTN), com prazo de 12 meses, visou apenas garantir o Sistema Financeiro da Habitação (SFH), em que os saldos devedores dos financiamentos serão corrigidos em intervalos de doze meses.

MINISTÉRIO DA SAÚDE LANÇA COMBATE À MALÁRIA

O ministro da Saúde, Roberto Santos, lançou ontem, em Brasília, o programa de combate ao mosquito transmissor da malária para este ano, desenvolvido pela Superintendência de Campanhas da Saúde Pública (SUCAM). O Brasil tem hoje cerca de 350 mil pessoas portadoras de malária, doença disseminada pelo mosquito Anofelino em 81% do território nacional (FSP).

MINISTÉRIO DO TRABALHO ESCLARECE SALÁRIOS

A secretária de Emprego e Salário do Ministério do Trabalho, Dorothea Werneck, informou que o trabalhador receberá automaticamente os 60% da inflação registrada a partir de março até a data-base de sua categoria ou empresa. Se a categoria não conseguir incorporar aos seus salários os 40% restantes da inflação, através da negociação com os patrões, esta diferença será computada para a contagem do chamado "gatilho", ou seja, dos 20% de escala móvel (FSP).

INDÚSTRIA DE MÓVEIS REDUZ PREÇOS

A indústria de móveis vai aplicar um deflator de 7% ao mês sobre os preços vigentes no último dia 27 e adotar juros de mercado nas vendas a prazo. A decisão foi tomada, ontem, em São Paulo, durante reunião dos representantes de associações de moveleiros de vários Estados (FSP).

GOVERNO QUER REESCALONAMENTO PLURIANUAL DA DÍVIDA

O presidente do Banco Central, Fernão Bracher, disse que dentro de um ano o governo deverá estar discutindo um reescalonamento plurianual da dívida externa com os credores. Se houver um acordo, os débitos de 1985, recentemente renegociados por sete anos com cinco de carência, serão absorvidos nos novos prazos. Esta mudança, segundo Bracher, está prevista numa das cláusulas definidas em fevereiro nas últimas conversações com os representantes dos credores em Nova Iorque.

GOVERNO DIZ QUE MUDA CÂMBIO SE QUISER

O presidente do Banco Central, Fernão Bracher, disse que "o governo tem as mãos livres para manter a taxa de câmbio onde está-- Cz$13,84 por dólar-- ou para modificá-la se julgar necessário. O câmbio está fixo, mas não congelado". Bracher disse, ainda, que o governo, apesar de ter definido uma nova paridade e abandonado a política de reajustes automáticos, ficará atento à evolução do quadro interno e da economia internacional.

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