GOVERNO QUER REDUZIR CONSUMO DE ÁLCOOL COMBUSTÍVEL

Adicionar gasolina ao álcool carburante, aumentar o preço do álcool ao consumidor que deixaria de pagar mais barato em relação ao da gasolina e reduzir a produção de carros a álcool. Estas são algumas medidas em estudo pelo governo com o objetivo de reduzir o consumo de álcool que no ano passado aumentou 32,5% em relação ao ano anterior, passando de 138,8 mil barris diários para 184 mil barris diários em 1986 (O Globo).

BRASIL PROPÕE MOEDA PARA A AMÉRICA LATINA

Segundo as informações, o Brasil vai propor nos próximos dias a criação de uma moeda convênio para ser usada nas transações comerciais entre os países membros da ALADI (Associação Latinoamericana de Integração). A proposta já vem sendo discutida há vários anos no âmbito da ALADI mas até hoje o próprio Brasil é quem mais resistia a idéia por ser o país que mais mantém superávits comerciais nos comércios bilaterais na América Latina e, com a adoção da moeda, acumularia divisas que não poderia usar em compras a outros países que não os da ALADI.

EXPORTAÇÕES DO BEFIEX CRESCEM 5,7% EM 1986

As exportações realizadas no ano passado sob a rubrica da Comissão para Concessão de Benefícios Fiscais a Programas Especiais de Exportação (BEFIEX) aumentaram em 5,7% em relação a 1985. Mesmo assim houve uma queda de 26,7% no saldo de divisas e de 6,1% na balança comercial BEFIEX. Em 1986, as exportações FOB através da BEFIEX atingiram US$5,1 bilhões, frente a US$4,8 bilhões em 1985. A informação foi dada pelo secretário-executivo do BEFIEX, Antônio Fernando Dória Porto (GM).

ABRA FAZ ENCONTRO PARA AVALIAR REFORMA AGRÁRIA

A ABRA (Associação Brasileira de Reforma Agrária) anunciou anteontem, em Brasília, um encontro nacional para avaliar a situação atual do processo de reforma agrária. Segundo o seu presidente, Plínio de Arruda Sampaio (PT-SP), a implantação da reforma dependerá de os trabalhadores conseguirem alianças que lhes dêem maior força de pressão sobre o governo (FSP).

DIREÇÃO DO INCRA AMEAÇA DEMITIR-SE

Se o presidente José Sarney não atender as "condições mínimas" reivindicadas pela direção do INCRA (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) para dar maior avanço ao programa de reforma agrária que em 1986 não conseguiu atingir nem 10% da meta prevista no PNRA (Plano Nacional de Reforma Agrária), uma nova crise poderá ser deflagrada, com a demissão do diretor do Instituto, Rubem Ilgenfritz, e de todos os diretores.

EXPORTAÇÕES AGRÍCOLAS EM 87 CHEGARÃO A US$7,6 BI

As exportações agrícolas em 1987 deverão trazer divisas ao país da ordem de US$7,6 bilhões ante um dispêndio de importações de alimentos, sem contar com o trigo, de US$200 milhões. A análise faz parte de um documento elaborado por técnicos do Ministério da Fazenda e da CFP (Companhia de Financiamento da Produção). Segundo o documento, o Brasil vai vender US$400 milhões a mais do que vendeu em 1986. O grande superávit da balança comercial agrícola deverá ocorrer, no entanto, pela acentuada queda nas importações.

BANCOS ALEMÃES TERÃO PREJUÍZO

Se o Brasil deixar de pagar os juros da dívida durante três meses, os bancos alemães terão um prejuízo de US$100 milhões (Cz$1,8 bilhão), anunciou ontem o Suedamerikanische Bank (a filial do Dresdner encarregado do Brasil). Até agora, informou o banco, os empréstimos em marco alemão-- equivalentes a US$5 bilhões-- vinham sendo pagos pontualmente (O Globo).

ESTATAIS PAGARÃO SUAS DÍVIDAS EM CRUZADOS

A suspensão do pagamento dos juros da dívida externa não afetará as operações no Brasil das 400 empresas estatais endividadas junto aos credores estrangeiros. Na data de vencimento de seus compromissos, elas continuarão a recolher em cruzados o valor correspondente da dívida junto ao Banco Central. O BC registrará o recolhimento em nome do banco credor, mas não transferirá os recursos em dólares para o exterior.

FMI NÃO DEIXARÁ DE RECEBER PAGAMENTOS

Segundo as informações, o FMI (Fundo Monetário Internacional) receberá normalmente o principal e os juros do Brasil, no total de US$1,4 bilhão neste ano, mesmo com a decretação da suspensão do pagamento dos juros da dívida externa. Isto porque a centralização cambial adotada pelo Banco Central não atinge os credores oficiais da dívida externa brasileira (FSP).

OS PARÂMETROS PARA A RENEGOCIAÇÃO DA DÍVIDA

Segundo as informações, na reunião de ontem do Conselho de Segurança Nacional (CSN) foram definidos os parâmetros para a renegociação da dívida externa, que o Brasil iniciará dentro de 10 dias, com os credores internacionais.

Páginas

Subscrever CRDOC RSS