RENEGOCIAÇÃO DA DÍVIDA ESTÁ NO PLANO POLÍTICO

A entrada em cena do presidente José Sarney, que após reunião do Conselho de Segurança Nacional (CSN) autorizou o Banco Central a enviar telex aos bancos credores anunciando a decisão do país de suspender o pagamento dos juros, transferiu a renegociação da dívida externa para o plano político. A partir de agora, qualquer retaliação dos bancos credores ao país será considerada como um confontro com o governo brasileiro. A avaliação foi feita ontem pelo diretor da Área Externa do BC, Carlos Eduardo de Freitas.

GOVERNO BAIANO ANUNCIA LIBERAÇÃO DE VERBA DO BIRD

O futuro secretário de Planejamento do governo Waldir Pires (PMDB), da Bahia, Jairo Simões, anunciou ontem a liberação de US$350 milhões por parte do Banco Mundial (BIRD), repassados pelo governo federal para aplicação em programas de apoio a pequenos produtores rurais da Bahia. Segundo ele, a verba será utilizada durante os próximos cinco anos e que uma parte dos recursos irá para a Secretaria Especial de Reforma Agrária, a ser criada com a reforma administrativa do futuro governo estadual (JB).

REPRESÁLIA SÓ VIRÁ DE PEQUENOS BANCOS

De acordo com assessores do ministro da Fazenda, Dílson Funaro, o governo está confiante numa posição favorável dos grandes bancos credores, mas, ao mesmo tempo, teme retaliações dos pequenos e médios, que serão os mais afetados com a decisão brasileira de suspender o pagamento dos juros da dívida externa (JB).

BRASIL PODERÁ SACAR 83% DA COTA NO FMI

O Brasil tem direito a sacar até 83% de sua cota de US$1,5 bilhão no FMI (Fundo Monetário Internacional) dentro do programa compensatório das quedas de exportações. Deste valor, o país já sacou mais da metade e teria direito a receber ainda cerca de US$400 milhões. A informação foi dada pelo diretor da Área Externa do Banco Central, Carlos Eduardo de Freitas.

GOVERNO DE BRASÍLIA PEDIRÁ DINHEIRO AO BID

O presidente da CAESB (Companhia de Águas e Esgoto de Brasília), William Penido, embarcou ontem para os EUA onde tentará junto ao BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) recursos para pôr em dia os projetos relativos ao abastecimento de água de Brasília (DF). Ele não informou o montante de empréstimo que pedirá ao BID, mas disse que o dinheiro será usado para que se possa evitar o racionamento de água na capital federal (JB).

BRASIL IMPÕE CONDIÇÕES PARA PAGAR A DÍVIDA

O Banco Central, em telex enviado no último dia 20 aos 700 bancos credores do Brasil anunciando a suspensão dos juros da dívida externa brasileira, impôs seis condições para a retomada do pagamento.

HÉLIO GARCIA QUER DEFINIÇÃO DO MANDATO DE SARNEY

O governador de Minas Gerais, Hélio Garcia, disse ontem que a fixação do prazo para o término do mandato do presidente José Sarney deve ser estipulado com urgência, como forma de minimizar os efeitos da crise econômica. Para ele, o mandato de Sarney deve ser de quatro anos. Hélio Garcia defendeu também a realização de eleições diretas para presidente (O Globo).

VOTAÇÃO DO REGIMENTO INTERNO DA CONSTITUINTE É ADIADA

O Congresso Constituinte decidiu ontem dar um novo prazo de 24 horas para a aprovação de emendas ao substituto do Regimento Interno elaborado pelo relator Fernando Henrique Cardoso (PMDB-SP). A aprovação aconteceu através da derrota, por 316 contra 41, da proposta do líder do PDT na Câmara, Brandão Monteiro, contrário à tese de ampliação do prazo feita por Cardoso (FSP).

NEWTON CARDOSO PODERÁ DEMITIR 20 MIL SERVIDORES

O governador eleito de Minas Gerais, Newton Cardoso (PMDB), poderá demitir cerca de 20 mil funcionários públicos, depois de concluídos os estudos que estão sendo feitos por uma comissão designada por ele para efetuar um levantamento completo sobre a situação da máquina administrativa estadual. A informação foi dada por assessores do futuro governador (JB).

GOVERNADOR ELEITO DE ALAGOAS VAI ACABAR COM SECRETARIAS

O governador eleito de Alagoas, Fernando Collor (PMDB), anunciou ontem a extinção de duas secretarias e pelo menos três órgãos da administração indireta. Ele não citou quais. Fernando Collor disse que as medidas não provocarão desemprego e têm por objetivo "enxugar as despesas do Estado" (JB).

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