EMPRESÁRIO PROPÕE OUTRA FERROVIA AO PRESIDENTE

O empresário Olacyr de Moraes, maior produtor de soja do país e proprietário da empreiteira Constran, propôs ontem ao presidente José Sarney a construção de uma nova ferrovia, de 1.700 km unindo as regiões leste e oeste do país. A obra interligaria a cidade de Luziânia (a 40 km de Brasília) a Vilhema (sudeste de Rondônia). Segundo o empresário, Sarney achou ótima a idéia e vai mandar o ministro dos Transportes, José Reinaldo Tavares, estudar a proposta.

CUSTO DE VIDA SUBIU 5,82% ATÉ SETEMBRO

Segundo a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE) da USP (Universidade de São Paulo), o aluguel continua pressionando o custo de vida no Município de São Paulo. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) apresentou uma alta de 5,82% na terceira quadrissemana de setembro, período entre 24 de agosto a 20 de setembro. Além do aluguel, com uma alta de 13,11%, exerceram forte pressão o setor de vestuário (14,40%) e transporte (7,53%) (GM).

PAG PREVÊ A CONSTRUÇÃO DE UMA USINA NO MARANHÃO

O Programa de Ação Governamental (PAG) prevê a construção de uma usina siderúrgica no Maranhão em associação do governo brasileiro com o soviético ou com empresas japonesas, segundo informou o ministro do Planejamento, Aníbal Teixeira. Ele disse que a siderúrgica no Maranhão representaria investimento de US$5 bilhões no quinquênio de 1987 a 1991. Desse total, 80% seriam obtidos com recursos dos soviéticos ou dos japoneses e 20% do próprio governo (GM).

SARNEY ANUNCIA INVESTIMENTO DE CZ$14 TRILHÕES

O presidente José Sarney anunciará, hoje, o Programa de Ação Governamental (PAG), que prevê investimentos de Cz$14,3 trilhões até 1991. Desse total, Cz$9,3 trilhões se destinam ao setor privado. O governo investirá Cz$5 trilhões para cumprir taxas de crescimento previstas para 6% ao ano, em média. A ação social terá prioridade, com a criação de 12 programas que beneficiarão 73 milhões de pessoas de baixa renda, especialmente trabalhadores rurais, alunos carentes, boías-frias e favelados.

BRESSER CONFIRMA PAGAMENTO SIMBÓLICO DOS JUROS DA DÍVIDA

O ministro da Fazenda, Luiz Carlos Bresser Pereira, admitiu que o Brasil poderá fazer nas próximas quatro semanas um pagamento simbólico de juros devidos aos bancos, mas frisou que a decisão final será tomada após reunião com os credores no próximo dia 1 em Nova Iorque. Segundo o ministro, o valor do pagamento não foi ainda definido (FSP) (GM) (O Globo).

CLUBE DE PARIS DECLAROU SEM EFEITO RENEGOCIAÇÃO DA DÍVIDA

O Clube de Paris declarou sem efeito a parte do acordo de renegociação da dívida oficial brasileira, concluído no início deste ano, referente ao primeiro semestre de 1987. A parte do acordo afetada pela decisão envolve US$500 milhões de vencimentos do principal, que se tornaram exigíveis pelos credores.

PAÍS MANDARÁ 2,8% DO PIB PARA O EXTERIOR

O Brasil transferirá por ano para o exterior, por conta do serviço da dívida externa, cerca de 2,8% do Produto Interno Bruto (PIB) estimado em US$267,8 bilhões, segundo consta da reavaliação do Plano de Controle Macroeconômico, apresentado no último dia 25 aos credores internacionais (O ESP) (GM).

COTAÇÃO DO DÓLAR NORTE-AMERICANO

A minidesvalorização cambial promovida ontem pelo Banco Central foi de 0,301%. O dólar norte-americano está cotado, hoje, no câmbio oficial, a Cz$50,875 para compra e a Cz$51,129 para venda. As minidesvalorizações cambiais acumuladas desde o dia 21 de novembro do ano passado somam agora 230,17% (GM).

PROMOTOR DENUNCIA QUATRO PESSOAS NA MORTE DO PEDREIRO

O promotor Eduardo Silveira Melo Rodrigues denunciou ontem junto ao Fórum da Penha (zona leste de São Paulo) o comandante da Guarda Civil Metropolitana, coronel José Ávila da Rocha, e outros três membros da corporação-- os guardas Brasílio Martinho do Valle, Eduardo Benedito Curtolo e o inspetor Oswaldo Garcia-- pelo episódio que levou à morte do pedreiro Adão Manoel da Silva em confronto entre os sem-terra e a Guarda a 30 de março passado (FSP).

JOSÉ HUGO PEDE DEMISSÃO

O ministro da Indústria e Comércio, José Hugo Castelo Branco, colocou ontem o cargo à disposição do presidente José Sarney. José Hugo acha que "o rompimento da Aliança Democrática obriga o presidente a fazer uma reforma ministerial profunda, moderna e racional", impedida até agora porque Sarney era "escravo dos compromissos que inspiraram a Aliança" (O Globo).

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