TFR NEGA "HABEAS-CORPUS" A MÉDICO DO RIO DE JANEIRO

O TFR (Tribunal Federal de Recursos) negou ontem "habeas-corpus" para o médico Antônio Paulo Crivano, do Rio de Janeiro, preso por vender a hospitais sangue contaminado com o vírus da hepatite e da AIDS (Síndrome de Imunodeficiência Adquirida), colhido no centro de hematologia de sua propriedade. O médico está preso na Polícia Federal. Segundo a PF, o sangue contaminado era vendido aos hospitais Quarto Centenário, São Bernardo e Evangélico (O Globo).

MINISTRO ENCAMINHA PROCESSO À JUSTIÇA MINEIRA

O ministro da Justiça, Paulo Brossard, encaminhou ontem ofício ao procurador-geral da Justiça do Estado de Minas Gerais, Aluísio da Cruz Quintão, pedindo medidas judiciais contra a prática de discriminação racial pela empresa multinacional Manpower, sediada em Belo Horizonte, especializada em contratação de mão-de-obra. A empresa publicou, dia 20 de março último, anúncio no jornal Estado de Minas, oferecendo emprego para técnico em mineração de "cor branca" (JB).

JURISTA VAI INTERPELAR JOSÉ SARNEY

O jurista Raimundo Faoro confirmou que vai interpelar o presidente José Sarney no STF (Supremo Tribunal Federal) sobre a acusação feita pelo presidente no programa "Conversa ao pé do rádio", de que a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Corrupção exerce "terrorismo moral" contra seu governo. A interpelação será também assinada pelos 11 senadores que integram a CPI. O jurista explicou que a interpelação ainda não é um processo criminal de injúria contra o presidente da República, mas uma peça prévia.

COMISSÃO PARLAMENTAR DE INQUÉRITO INVESTIGA DECRETO

A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Corrupção começa a investigar hoje as condições que geraram o Decreto-Lei 3.307, de 18 de dezembro de 1986, que abre para instituições financeiras privadas a condução de "operações de crédito e financiamento, de qualquer modalidade, em que se utilizem de recursos geridos por órgãos ou entidades da administração federal".

BIRD GARANTE RECURSOS À PETROBRÁS

O BIRD (Banco Mundial) já garantiu US$250 milhões do empréstimo de US$400 milhões que vem sendo negociado com a PETROBRÁS, conforme anunciou ontem, no Rio de Janeiro, o presidente da estatal, Ozires Silva, sem detalhar tal garantia. Sem o financiamento do BIRD, o orçamento de investimentos da PETROBRÁS terá de ser reduzido de US$2,2 bilhões para US$1,8 bilhão (JB).

ELETROBRÁS DEPOSITA URP POR ENGANO

A ELETROBRÁS depositou no último dia 9 na conta de seus 2 mil funcionários do Rio de Janeiro a URP (Unidade de Referência de Preços) de março, mas no mesmo dia, dando-se conta do engano ordenou a retirada do dinheiro. Na hora do almoço muitos funcionários sacaram diretamente no caixa do banco e ficaram com suas contas no vermelho. A empresa distribuiu comunicado afirmado que houve um "erro operacional" do Departamento de Recursos Humanos e eximiu-se de qualquer culpa no incidente.

ENTIDADE INTERNACIONAL DENUNCIA VIOLÊNCIA POLICIAL

A tortura e as execuções sumárias ainda são praticadas pela polícia do

PRESOS MATAM COMPANHEIRO AIDÉTICO

Por causa de sua condição de aidético num presídio superlotado, Edson Carlos de Souza, de 29 anos, foi assassinado pelos 13 companheiros de cela na carceragem da Polícia Civil, em Vitória (ES). Edson Carlos de Souza havia, com seus assassinos, iniciado antes uma greve de fome protestando pela superlotação do presídio (JB).

FUNAI DIZ QUE HÁ MENOS DE 13 MIL ÍNDIOS EM RORAIMA

Depois de fazer o censo da população indígena em Roraima, a FUNAI (Fundação Nacional do Índio) concluiu que há pouco menos de 13 mil índios-- o número exato não foi citado--, contrariando a estimativa do CIMI (Conselho Indigenista Missionário) de que eles seriam 32 mil. O presidente da FUNAI, Romero Jucá Filho, disse que, a partir dos novos dados apurados, o órgão irá rever a desapropriação de 150 fazendas na região. Ele disse que a demarcação das reservas no território ficará pronta em 60 dias (O Globo).

RESERVAS DOS ÍNDIOS KIRIRIS FOI INVADIDA

A reserva dos índios Kiriris, em Ribeira do Pontal (BA), foi invadida há dois dias por pequenos agricultores. Estes alegam que até hoje não foi cumprido o acordo firmado em 1986 com a FUNAI (Fundação Nacional do Índio) para garantir a posse da área pelos índios. Segundo os agricultores, o órgão não indenizou todos os removidos e a Secretaria de Reforma Agrária ainda não os assentou (O Globo).

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