DOM PAULO QUER PRESIDENTE QUE DEFENDA A JUSTIÇA SOCIAL

O cardeal arcebispo de São Paulo, Dom Paulo Evaristo Arns, acha que a Igreja deve "se empenhar de corpo e alma" pela eleição de um presidente da República que defenda a justiça social, a austeridade e a honestidade. Para dom Paulo, a militância dos cristãos deve ser ainda mais audaz do que em ocasiões anteriores, como a campanha das diretas (O Globo).

MAÍLSON NEGOCIARÁ SOLUÇÃO PARA MICROEMPRESAS

O ministro da Fazenda, Maílson da Nóbrega, negociará esta semana uma solução intermediária com os constituintes que apresentaram emendas anistiando integralmente o débito das microempresas e dos agricultores. A contraproposta poderá ser o perdão parcial (em torno de 50%) da correção monetária ou o congelamento por tempo indeterminado da correção, para posterior pagamento parcelado (O Globo).

PRIVATIZAÇÃO TRARÁ PREJUÍZO

O governo terá prejuízo de US$1 bilhão com a privatização da Caraíba Metais, mas a cifra não assusta o secretário-executivo do Conselho Federal de Desestatização, Paulo Galetta, que vê a venda de estatais a particulares como a única alternativa de tornar essas empresas eficientes e rentáveis (JC).

DEMISSÃO VOLUNTÁRIA DE FUNCIONÁRIOS SERÁ REVISTA

O Decreto-Lei 2.424, que permite a demissão voluntária de funcionários públicos, assinado pelo presidente José Sarney no dia 07 de abril último por proposta dos ministros da Fazenda, Maílson da Nóbrega, e do Planejamento, João Batista de Abreu, deverá ser reformulado na próxima semana. A aplicação do decreto foi suspensa há cerca de um mês por determinação do Ministério da Administração (JB).

PROFESSORES ENTRARÃO EM GREVE

Em assembléia ontem na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), os professores da rede estadual de ensino decidiram entrar em greve a partir de amanhã, por tempo indeterminado. Os grevistas, que terão apoio de serventes e merendeiras na paralisação, reivindicam equiparação salarial aos professores do Município do Rio de Janeiro, que ganham entre 46% e 69% a mais (O Globo).

ROCHA AZEVEDO É CONTRA A ANISTIA PARA MICROEMPRESAS

O presidente da Bolsa de Valores de São Paulo (BOVESPA) e do Movimento Democrático Urbano (MDU), Luís Eduardo Rocha Azevedo, disse que é contrário à anistia da correção monetária pela Constituinte para os débitos contraídos durante o Plano Cruzado por microempresários. Para ele, "se a anistia for ampla, geral e irrestrita, como proposto, o Brasil vai virar o país do calote" (FSP).

INDUSTRIAIS APÓIAM ABERTURA ÀS IMPORTAÇÕES

junho, junto a 266 empresários do setor. Outros 34% apoiaram com restrições e 6% discordaram. As medidas, que prevêem facilidades para importação, liberação das exportações do controle do governo e reformulação do Conselho de Desenvolvimento Industrial (CDI), também são aprovadas pela maioria: 57% apóiam a abertura na compra de produtos estrangeiros e 34% concordam apenas em parte. O levantamento revela que 66% dos entrevistados acreditam que as medidas vão influenciar positivamente seus negócios.

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