ESTATAIS LUCRATIVAS NÃO TERÃO CORTES

As empresas estatais lucrativas serão excluídas das medidas que o governo vai adotar-- cortes de custeio, investimentos e demissão de funcionários-- para compensar a inconstitucionalidade da Unidade de Referência de Preços (URP). O Palácio do Planalto considera a questão da URP praticamente perdida, embora o julgamento só deva ser concluído hoje pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST). A redução de gastos na proporção do pagamento da URP aos funcionários das empresas estatais que reclamarem seus direitos na Justiça, deverá ser a principal preocupação das autoridades da área econômica esta semana. O ministro do Gabinete Civil, Ronaldo Costa Couto, disse ontem que as críticas do presidente da PETROBRÁS, Ozires Silva, ao congelamento da URP, constituem assunto a ser tratado pelo ministro das Minas e Energia, Aureliano Chaves, a quem Ozires está subordinado (O Globo).