FUNCIONÁARIOS DA CAESB RETORNAM AO TRABALHO

Os funcionários da CAESB (Companhia de Águas e Esgotos de Brasília) decidiram ontem, em assembléia-geral, encerrar a greve iniciada há 16 dias e retornarem ao trabalho a partir de hoje.

SERVIDORES LIDERAM PARALISAÇÕES NO SEMESTRE

O funcionalismo público foi a categoria responsável pelo maior número de movimentos grevistas no primeiro semestre deste ano. De acordo com levantamento da Secretária de Emprego e Salário do Ministério do Trabalho, das 872 greves realizadas no país de janeiro a junho deste ano 39,45% (344) foram realizadas por funcionários públicos (GM).

MINISTRO DA SAÚDE NÃO QUER RESPONDER A HERBERT DE SOUZA

O ministro da Saúde, Borges da Silveira, não quis, ontem, em Brasília, responder às declarações feitas anteontem pelo presidente da ABIA (Associação Brasileira Interdisciplinar de AIDS) e secretário-executivo do IBASE (Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas), Herbert de Souza, segundo as quais "o Poder Executivo é irresponsável para controlar o sangue no país". E que "o ministro da Saúde e o presidente da República são os campeões da irresponsabilidades". O ministro disse o seguinte: "considero que a doença o deixa irreverente".

COMPANHIA JARI CONFIRMA QUE ESTÁ NEGOCIANDO COM O BNDES

O diretor-presidente da Companhia do Jari, general Costa Cavalcanti, confirmou ontem, no Rio de Janeiro, as negociações com o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para a realização de investimentos no projeto (O ESP).

UDR MINEIRA VAI A BRASÍLIA PRESSIONAR CONSTITUINTES

Cerca de 10 mil produtores mineiros sairão em caravana, no próximo dia 30, rumo a Brasília, liderados pelo presidente da UDR (União Democrática Ruralista), Ronaldo Caiado. O objetivo é pressionar os constituintes para que mantenham o capítulo três da reforma agrária, votada no primeiro turno, que garante a não-desapropriação das terras consideradas produtivas (O ESP).

FMI LIBERA PRIMEIRA PARCELA DO EMPRÉSTIMO

A primeira parcela, no valor de US$469,89 milhões, do empréstimo de US$1,4 bilhão que o FMI (Fundo Monetário Internacional) aprovou anteontem para o Brasil, será liberada amanhã. O anúncio foi feito ontem, em Brasília, pelo secretário de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda, Sérgio Amaral. Segundo ele, a segunda parcela, que terá um valor inferior a US$100 milhões, será liberada em dezembro próximo (FSP).

GOVERNO TAXARÁ POUPANÇA COM DEPÓSITOS ACIMA DE 10 OTNS

Somente os juros das cadernetas de poupança com depósitos superiores a 10 mil OTNs (Obrigações do Tesouro Nacional), o equivalente hoje a Cz$19,8 milhões, serão taxados em 25% pelo imposto de renda, a partir de 1989. Cerca de 200 mil contas serão atingidas. A idéia inicial de tributar contas superiores a 100 OTNs (Cz$198 mil) foi abandonada pelo governo. Quem tem mais de uma conta pagará imposto se o total chegar a 10 mil OTNs (JB).

COTAÇÃO DO DÓLAR NORTE-AMERICANO

O Banco Central desvalorizou o cruzado ontem em 0,7993%. O dólar norte-americano está cotado, hoje, no câmbio oficial, a Cz$281,23 para compra e a Cz$282,64 para venda. As minidesvalorizações acumuladas desde o início deste ano somam agora 294,12% (GM).

EMPRESÁRIO DESISTE DA COMPRA DO BANCO AGRIMISA

O empresário paulista Antônio José Rossi Junqueira Vilela desistiu ontem da compra do Banco Agrimisa S/A, instituição financeira controlada pelo governo de Minas Gerais, que tem 98,176% do capital votante. O empresário foi o vencedor da licitação de privatização do banco no dia quatro de julho último, com uma proposta de Cz$3,59 bilhões. Com a desistência-- motivada pelo não cumprimento de todas as exigências contratuais, como a carta de fiança bancária--, o empresário perdeu o valor dado como entrada no negócio, equivalente a Cz$410 milhões (FSP).

CONSTITUINTE ACABA COM DECRETO LEI E DECURSO DE PRAZO

O presidente José Sarney vai perder o poder de editar decretos leis com a promulgação da nova Constituição. Assim como os próximos presidentes, ele terá à sua disposição, "em caso de relevância e urgência", as medidas provisórias, que perderão a eficácia se não forem convertidas em lei pelo Congresso Nacional no prazo de 30 dias. De acordo com a Constituição em vigor, os decretos leis são aprovados automaticamente, por decurso de prazo, se o Congresso Nacional não deliberar sobre o assunto em 60 dias (FSP).

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