GOVERNO MANTÉM A DECISÃO DE DESCONTAR DIAS PARADOS

Após uma audiência com o presidente José Sarney, o ministro da Administração, Aluízio Alves, reafirmou a posição do governo em não pagar os dias parados do funcionalismo público. O único setor do funcionalismo que ainda permanece em greve é o da Previdência Social. Hoje, o comando dos previdenciários decide sobre o andamento do movimento (GM).

TRT JULGA DISSÍDIO DE ENTREGADORES DE GÁS

O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) do Rio de Janeiro julga hoje o dissídio dos trabalhadores em engarrafamento e distribuição de gás em bujão no estado, em greve há 15 dias. Eles reivindicam piso salarial de Cz$70 mil, jornada de trabalho de 40 horas semanais, 10% de reposição. A empresa propõe piso de Cz$45.938,00, 4% de produtividade e reajuste de acordo com o IPC, mantendo a jornada de 44 horas semanais (GM).

CONFLITO NA CSN MATA DOIS METALÚRGICOS

Duas pessoas morreram-- os metalúrgicos Walmir Freitas Monteiro e William Fernandes da Silva-- e trinta ficaram feridas ontem durante os choques entre grevistas e tropas do Exército e da PM, que ocupavam a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), em Volta Redonda (RJ). Cerca de 2 mil soldados haviam entrado no último dia 8 na usina, na tentativa de desalojar os metalúrgicos em greve, que diziam ocupar posições estratégicas. Os grevistas receberam os policiais com paus e pedras e iniciou-se uma batalha.

PREVIDENCIÁRIOS CONTINUAM EM GREVE

Os servidores do Ministério da Previdência e Assistência, em assembléias realizadas em todos os estados, decidiram permanecer parados até que seja revista a determinação oficial de descontar os dias parados. A categoria engloba 237 mil funcionários do IAPAS, INAMPS e INPS em todo o país, dos quais o maior contingente está lotado em São Paulo: 35 mil servidores, sendo 17 mil na capital (JC).

INQUILINOS TERÃO PREJUÍZO CERTO

Os inquilinos terão as maiores perdas com o Pacto Social, uma vez que os salários terão reajuste de apenas 21,39% pela URP e os aluguéis sofrerão a correção pela inflação cheia, medida do dia 16 de um mês ao dia 15 do outro e estimada em até 28% para novembro (JC).

PROJETO QUER PROTEGER UM TERÇO DA AMAZÔNIA

Pelo menos 1,5 milhão de quilômetros quadrados, quase um terço da Amazônia legal, serão considerados intocáveis pelo Programa Nossa Natureza, lançado há um mês pelo presidente José Sarney. A medida, ainda em estudos, deverá ser anunciada em janeiro, quando a comissão responsável pelo programa concluir todos os relatórios (seis comissões trabalham no projeto) e apontar as soluções para preservar a Amazônia, sem comprometer seu desenvolvimento.

ÍNDICE DE 26,5% DEVE SER A MÉDIA E NÃO LIMITE

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), Mário Amato, disse ontem, em São Paulo, que "se todo mundo ajustar os preços pelo índice de 26,5% a inflação explode". A explosão da inflação aconteceria porque os produtos que tiveram seus preços reajustados pouco antes da assinatura do Pacto Social sofreriam aumentos altos. Amato reafirmou que o índice de 26,5% é uma média de aumento e não um limite. O vice-presidente da Confederação Nacional das Indústrias (CNI), Luiz Eulálio de Bueno Vidigal Filho, defendeu a mesma opinião (FSP).

COMITÊ APROVA LISTAS DE PREÇOS BÁSICOS

Dirigentes de empresários, trabalhadores e representantes do governo no Pacto Social concordaram ontem com a edição de listas de preços básicos (alimentação e higiene) diferenciadas para cada capital do país, em vigor a partir de 3 de novembro passado, sobre os quais não poderá incidir aumento superior a 26,5% até 3 de dezembro próximo. Cerca de 94 produtos, englobando 250 itens, compõem as listas, que serão fixadas nos estabelecimentos comerciais para um acompanhamento da população.

AUMENTADO EM 30,65% O CUSTO DA CESTA BÁSICA

O custo da ração essencial ou cesta básica em outubro foi de Cz$19.140,02, apresentando variação positiva de 30,65% em relação a setembro. Este custo representa 177 horas 40 minutos de uma jornada de 220 horas mensais de trabalho. Os números foram divulgados ontem pelo DIEESE (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos), com base na colheta de preços entre os dias 1 e 30.

CAI RITMO DE CRESCIMENTO INDUSTRIAL

O Departamento Econômico da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) constatou uma brusca desaceleração no ritmo de crescimento da atividade industrial paulista em setembro. O Indicador do Nível de Atividade (INA) que vinha de um crescimento mensal superior a 4% nos meses de julho e agosto, comparados a iguais meses do ano anterior, recuou em setembro para 0,8%, comparado ao mesmo mês de 1987.

Páginas

Subscrever CRDOC RSS