Enviado por admin em dom, 24/12/1989 - 00:00
O ministro das Minas e Energia, Vicente Fialho, admitiu que vai analisar a proposta de tornar o preço do álcool combustível mais alto do que o da gasolina. Apesar de enfatizar que ainda não há desasbastecimento, a crise no setor poderá levar a uma falta de combustível nos próximos meses. Essa questão vem se tornando polêmica, porque em menos de três dias o Conselho Nacional de Petróleo (CNP) afirmou e negou que aprovava a equiparação dos preços entre os dois combustíveis, e ainda um aumento maior para o preço do álcool (O Globo).
Enviado por admin em dom, 24/12/1989 - 00:00
O governo não tem nenhuma intenção de fazer qualquer ajuste cambial até a posse do presidente eleito Fernando Collor de Mello. A garantia é do ministro da Fazenda, Maílson da Nóbrega, assegurando ainda que o câmbio vai acompanhar a evolução dos preços, ou seja, o índice da inflação mantendo, portanto, inalterada a política cambial adotada até agora (JB).
Enviado por admin em dom, 24/12/1989 - 00:00
Os Estados Unidos enviaram ontem mais dois mil soldados para o Panamá, onde 24 mil combatem, desde o último dia 20, tropas leais ao ditador deposto, general Manuel Antonio Noriega. A justificativa para o envio de reforços foi, segundo comunicado divulgado pelo Estado-Maior conjunto, a necessidade de impor "a lei e a ordem" no país. O general, ditador com formação militar nos EUA, ainda não foi encontrado (O ESP).
Enviado por admin em dom, 24/12/1989 - 00:00
O presidente eleito Fernando Collor de Mello determinou que os contatos de sua equipe econômica com o governo sejam feitos exclusivamente com o segundo escalão-- e não com os ministros. O secretário-geral do Ministério da Fazenda, Paulo César Ximenes, foi o escolhido para os primeiros encontros com a economista Zélia Cardoso de Melo, encarregada de preparar as primeiras medidas de Collor na área econômica. A idéia do futuro presidente é realizar três encontros por semana com os técnicos governamentais.
Enviado por admin em dom, 24/12/1989 - 00:00
Aprovado pelo Congresso Nacional e à espera da sanção, ainda esta semana, do presidente José Sarney, a Lei 991/88 amplia de 4,8 milhões para 30 milhões o número de pessoas com direito ao seguro-desemprego. A lei também eleva o valor do benefício, que passará a ser, para efeito de cálculo, convertido em BTNs e concedido pela média dos três últimos salários do trabalhador (O Dia).
Enviado por admin em sab, 23/12/1989 - 00:00
Uma política descentralizada de meio ambiente, gerida a partir de um órgão diretamente vinculado à Presidência da República, será a linha mestra do programa ambiental que o presidente eleito Fernando Collor de Mello implantará no país. Collor criará, imediatamente após a posse, a Secretaria Nacional de Meio Ambiente (O Globo).
Enviado por admin em sab, 23/12/1989 - 00:00
O Banco Central desvalorizou, ontem, o cruzado novo em relação ao norte- americano em 2,9381% para compra e em 2,9426% para venda. No próximo dia 26 o dólar estará cotado a NCz$10,6860 para compra e a NCz$10,7400 para venda. As desvalorizações cambiais promovidas pelo BC desde o início do ano somam 1.319,60% (GM).
Enviado por admin em sab, 23/12/1989 - 00:00
A prefeitura de São Paulo proibiu a comercialização e a mistura do metanol como combustível em toda a capital. O decreto determinando a proibição foi assinado pela prefeita Luiza Erundina (Correio Braziliense).
Enviado por admin em sab, 23/12/1989 - 00:00
O presidente da Caixa Econômica Federal (CEF), Paulo Mandarino, propôs ontem como medida de recuperação das cadernetas de poupança, que 20% da remuneração dos depósitos sejam corrigidos pelo rendimento do overnight. Dessa forma, o rendimento das cadernetas passaria a ser misto, ficando os 80% restantes dos depósitos com remuneração pela inflação mais juros mensais de 0,5% (Correio Braziliense).
Enviado por admin em sab, 23/12/1989 - 00:00
O presidente nacional do PSDB, Franco Montoro, disse que o presidente eleito Fernando Collor de Mello não terá dificuldades para articular um bloco de sustentação parlamentar ao seu governo e obter aprovação da maioria no Congresso para suas propostas de interesse público, como o combate à inflação. "Todos torcemos para que as medidas dêem certo e vamos colaborar nesse sentido. Estou certo de que ninguém votará contra o Brasil" (Correio Braziliense).
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