Enviado por admin em qui, 15/02/1990 - 00:00
O presidente eleito, Fernando Collor de Mello, acusou o presidente José Sarney de "atentado à ética" por ter baixado a Medida Provisória no.129, que o autoriza a gastar mais que o permitido pelo Congresso em seus últimos dias de governo. Collor encerrou sua entrevista coletiva condenando a medida de Sarney, que classificou de "lamentável" e contrária aos esforços de superação da crise (FSP).
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O futuro ministro do Trabalho e da Previdência Social, o presidente da CGT Antônio Rogério Magri, informou ontem ter recebido do presidente eleito Fernando Collor a garantia de que o futuro governo "não vai mexer na política salarial sem ouvir o movimento sindical". Magri destacou que a escolha de um sindicalista da CGT para o Ministério não representa qualquer confronto com a CUT, mas com "as elites impatrióticas formadas por banqueiros, atravessadores, supermercados, um monte de empresáris que mamam nas tetas do governo e arrebentam o país".
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O Banco Central desvalorizou, ontem, o cruzado novo em relação ao dólar norte-americano em 3.2742% para compra e em 3,2706% para venda. Hoje, o dólar está cotado a NCz$24,2240 para compra e a NCz$24,3450 para venda. As desvalorizações cambiais promovidas pelo BC desde o início do ano somam 115,08% (GM).
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O presidente eleito Fernando Collor de Mello, em entrevista coletiva concedida, ontem, em Brasília, afirmou o seguinte: =-- declarará Estado de guerra contra a inflação no primeiro dia de seu governo; -- descontrole da economia já passou a ser um caso de polícia; -- atual cenário é de absoluta responsabilidade das elites brasileiras; =-- punição às elites pouco competitivas que se escondem atrás de cartórios; -- antes a abertura do mercado do que o contrabando de "chips" de computadores; =-- nomeação de Magri é a prova de que O povo estará participando do go
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A Presidência da República divulgou nota à imprensa para rebater a crítica feita ontem de manhã pelo presidente eleito Fernando Collor de Mello à Medida Provisória no. 129, que liberou o atual governo da exigência legal de gastar entre 1o. de janeiro e 15 de março apenas 14% das verbas dos orçamentos aprovados no Congresso para todo o ano de 1990.
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A Unisys Eletrônica Ltda., com matriz sediada nos EUA e segunda maior empresa de informática do país, conforme "ranking" da revista "Dados e Idéias", pode investir no Brasil recursos da ordem de US$300 milhões, caso se concretizem as propostas anunciadas pelo presidente eleito, Fernando Collor de Mello, de suspensão da reserva de mercado no setor. O diretor de projetos especiais da Unisys, Ugo Medeiros, estimou que o investimento da ordem de US$300 milhões seria aplicado na implantação de uma nova linha de produtos.
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Na sua primeira entrevista depois da viagem ao exterior, o presidente eleito Fernando Collor de Mello afirmou, ontem, que por "princípio é contra qualquer tipo de reserva, seja ela de que natureza for". Para Gilberto Garbi, diretor-presidente da NEC do Brasil, esta filosofia é salutar. "Concordo com seu diagnóstico de que as reservas e os cartórios ao invés de desenvolver tecnologia acabam fossilizando a técnica", diz. No setor de telecomunicações, área em que a empresa atua, o mecanismo de reserva foi utilizado no segmento de centrais telefônicas digitais.
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Os líderess do setor agrícola vêem com bons olhos as declarações do presidente eleito Fernando Collor de Mello sobre o campo, mas fazem suas ressalvas, principalmente no tocante à intervenção do Estado. Para o presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Roberto Rodrigues, se o novo presidente, ao afirmar que o Estado não se pode afastar do fomento agrícola, quis falar em subsídios, é uma atitude justa se direcionada aos mínis e pequenos produtores rurais que foram marginalizados nos últimos anos em função da política agrícola.
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Os empresários paranaenses do setor financeiro consideraram bastante positivas as declarações que o presidente eleito, Fernando Collor de Mello, fez, durante a entrevista coletiva. "Ele foi muito feliz ao afirmar que o problema do mercado financeiro não é problema do governo", comentou José Luiz Osti Muggiati, presidente da Associação de Companhias de Crédito, Investimento e Financiamento do Paraná e Santa Catarina. "O seu compromisso é com o crescimento econômico do país, o que é incompatível com especulações", acrescentou.
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A disposição manifestada pelo presidente eleito, Fernando Collor de Mello, de recolocar o Banco do Brasil no papel de principal agente de estímulo e de financiamento do setor agropecuário foi entendida pelo presidente da Federação das Cooperativas de Trigo e Soja (FECOTRIGO) Odacyr Klein, como uma possiblidade de revisão da posição equivocada do atual governo. Sempre consideramos um grave equívoco do governo pretender combater o
27959 déficit público cortando recursos de subsídios à agropecuária, porque
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