Na sua primeira entrevista depois da viagem ao exterior, o presidente eleito Fernando Collor de Mello afirmou, ontem, que por "princípio é contra qualquer tipo de reserva, seja ela de que natureza for". Para Gilberto Garbi, diretor-presidente da NEC do Brasil, esta filosofia é salutar. "Concordo com seu diagnóstico de que as reservas e os cartórios ao invés de desenvolver tecnologia acabam fossilizando a técnica", diz. No setor de telecomunicações, área em que a empresa atua, o mecanismo de reserva foi utilizado no segmento de centrais telefônicas digitais. "Mas devem ser encaradas como proteção temporária. Agora chegou a hora de competir" avalia Garbi (GM).