O presidente eleito Fernando Collor de Mello, em entrevista coletiva concedida, ontem, em Brasília, afirmou o seguinte: =-- declarará Estado de guerra contra a inflação no primeiro dia de seu governo; -- descontrole da economia já passou a ser um caso de polícia; -- atual cenário é de absoluta responsabilidade das elites brasileiras; =-- punição às elites pouco competitivas que se escondem atrás de cartórios; -- antes a abertura do mercado do que o contrabando de "chips" de computadores; =-- nomeação de Magri é a prova de que O povo estará participando do governo; -- hipótese de congelamento de preços totalmente descartada; -- as remarcações de preços que vêm sendo feitas são lamentáveis; -- Medida Provisória no. 129 é antiética e fere a Nação; -- o papel do Banco do Brasil como fomentador do setor agrícola; -- o Brasil será reintegrado à comunidade econômica internacional; -- a importância da união dos países do Cone Sul; =-- negociação da dívida externa sem prejuízos ao Desenvolvimento nacional; -- a necessidade das portas serem abertas para o Brasil; -- racionalidade ao tratar dos problemas ligados ao meio ambiente; -- a urgência de um saneamento das finanças do Estado; =-- a realidade brasileira e as aspirações do povo é que determinarão O caminho a ser tomado; -- a nova política econômica e administrativa criará um novo Brasil, com mais justiça social; -- a situação de caos econômico e social não deverá persistir (GM).