COLLOR USARÁ MEDIDA PROVISÓRIA PARA MUDANÇAS

O futuro ministro da Justiça, Bernardo Cabral, disse ontem que o novo governo vai mesmo optar pelas medidas provisórias para aprovar, no Congresso Nacional, o "pacote" econômico e a reforma administrativa. Vamos acatar as sugestões das lideranças. Vamos usar as medidas
28198 provisórias no que for possível, afirmou Cabral (FSP).

CAPITAL ESTRANGEIRO PODERÁ PARTICIPAR DE PRIVATIZAÇÃO

O capital estrangeiro poderá participar da privatização das estatais no futuro governo. A possibilidade está prevista no plano econômico de Fernando Collor. Uma das formas para atrair o capital externo será a conversão de títulos da dívida em ações. Não devem passar para o setor privado grandes estatais, como a PETROBRÁS, mas subsidiárias como a ULTRAFÉRTIL e a NITROFÉRTIL serão privatizadas (FSP).

BANCO DE DADOS ECOLÓGICO

Técnicos brasileiros e norte-americanos estão desenvolvendo no Brasil um banco de dados ecológico, o Centro de Dados sobre Conservação de Biodiversidade (CDCB). Vários programas de computador estão sendo adaptados, de similares estrangeiros, para cadastrar todas as informações sobre a fauna e a flora brasileira.

MAGRI É ADVERTIDO

O futuro ministro do Trabalho e Previdência Social, Antônio Rogério Magri, negou ontem que a equipe do presidente eleito, Fernando Collor de Mello, esteja estudando o congelamento do preço da cesta básica. No último dia 23, Magri havia dito que o novo governo poderia adotar o congelamento se houvesse desabastecimento ou uma violenta queda do poder aquisitivo da população. Após essa declaração, Magri foi advertido por telefone por Collor (FSP).

CABRAL NEGA MUDANÇA NA ESTABILIDADE

O futuro ministro da Justiça, Bernardo Cabral, afirmou que o presidente eleito, Fernando Collor, não vai propor ao Congresso nehuma emenda à Constituição. Ele disse que Collor não pensa em preparar emenda alterando o artigo que dá estabilidade ao funcionário público com mais de cinco anos de serviço. Para enxugar a máquina estatal, o presidente eleito pretende criar um "banco de reservas" que substituirá as demissões (FSP).

O PROGRAMA DO MINISTRO OZIRES SILVA

O futuro ministro da Infra-estrutura, Ozires Silva, leva hoje ao presidente eleito, Fernando Collor de Mello, os quatro nomes para as Secretarias Nacionais de Minas e Metalurgia, Energia, Comunicações e Transportes. Os supersecretários irão coordenar as ações das empresas vinculadas aos Ministérios das Minas e Energia, Transportes e Comunicações, que serão extintos e incorporados ao Ministério da Infra-estrutura.

FIDEL CONFIRMA PRESENÇA NA POSSE DE COLLOR

O presidente de Cuba, Fidel Castro, confirmou ontem sua presença na posse do presidente Fernando Collor de Mello, no próximo dia 15 de março. Fidel figura, ao lado do vice-presidente dos EUA, Dan Quayle, e do presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, como os chefes de Estado que merecem esquema especial de segurança (Correio Braziliense).

CONGRESSO E CUT LUTARÃO CONTRA A PRIVATIZAÇÃO

O Congresso Nacional e a Central Única dos Trabalhadores (CUT) estão dispostos a formar uma barreira para impedir que o futuro governo venha a concretizar sua intenção de privatizar empresas estatais para gerar receita e reduzir despesas. O presidente eleito, Fernando Collor de Mello, tem orientado sua assessoria econômica no sentido de encontrar brechas no mecanismo jurídico de forma levar adiante seu plano de desestatização da economia com o mínimo de obstrução política possível.

SECRETÁRIO DIZ QUE PAÍS TEM 40 ESTATAIS INTOCÁVEIS

Quarenta empresas do Estado são intocáveis, por mais amplo que seja o
28190 programa de privatização imaginado pela equipe de assessores do presidente
28190 eleito, Fernando Collor de Mello. São empresas cujo controle estatal está
28190 assegurado na Constituição ou desempenham atividades de interesse

SAQUE ATINGE 9,5% DO TOTAL DOS FUNDOS

Os fundos de curto prazo nominativos perderam cerca de NCz$23 bilhões entre 14 e 21 de fevereiro. A perda corresponde a 9,5% do patrimônio dos fundos no dia 14 (NCz$241,2 bilhões). No período, só a rentabilidade média (18,2%) deveria ter elevado o patrimônio para NCz$285,2 bilhões. O dinheiro foi para a poupança (FSP).

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