SECRETÁRIO DIZ QUE PAÍS TEM 40 ESTATAIS INTOCÁVEIS

Quarenta empresas do Estado são intocáveis, por mais amplo que seja o
28190 programa de privatização imaginado pela equipe de assessores do presidente
28190 eleito, Fernando Collor de Mello. São empresas cujo controle estatal está
28190 assegurado na Constituição ou desempenham atividades de interesse
28190 estratégico para a União, segundo afirma o secretário Especial de Desestatização do governo Sarney, Paulo Galletta. A lista das intocáveis é encabeçada pela PETROBRÁS e inclui o sistema TELEBRÁS, os Correios e bancos. Galletta entregou à equipe de Collor um relatório com o saldo dos programas de privatização postos em prática desde 81. O resultado é pequeno. Nesses nove anos, os governos tentaram se desfazer de 108 estatais e só 74 processos produziram algum resultado: 34 empresas foram vendidas ao setor privado; dez foram incorporadas por outras estatais; quatro foram liquidadas; duas abriram seu capital (PETROQUISA E TELEBRÁS) e 18 CEASAS foram transferidas para os estados. O resultado financeiro da privatização das 34 empresas nestes nove anos é de US$1,34 bilhão. De 81 a 85, a venda de estatais resultou numa receita de US$190 milhões, e durante o governo Sarney a privatização contabilizou uma receita de US$1,153 bilhão, dos quais pouco menos da metade-- US$533 milhões-- entrou efetivamente para os cofres públicos. O restante é a soma das dívidas das estatais que foram assumidas pelos compradores (FSP).