O Congresso Nacional e a Central Única dos Trabalhadores (CUT) estão dispostos a formar uma barreira para impedir que o futuro governo venha a concretizar sua intenção de privatizar empresas estatais para gerar receita e reduzir despesas. O presidente eleito, Fernando Collor de Mello, tem orientado sua assessoria econômica no sentido de encontrar brechas no mecanismo jurídico de forma levar adiante seu plano de desestatização da economia com o mínimo de obstrução política possível. Mas no Congresso a idéia geral é de que o processo privatizante deverá ser estudado caso a caso. No anteprojeto de lei sobre privatização entregue ao futuro ministro da Justiça, Bernardo Cabral, pelo deputado João Agripino (PMDB- PB), muitas das empresas na mira de Collor são preservadas (Correio Braziliense).