BID LIBERA US$250 MILHÕES PARA INDÚSTRIA

O BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) anunciou ontem a liberação de empréstimo de US$250 milhões para financiamento de um programa de crédito multissetorial no Brasil. Os recursos serão usados num programa de crédito de médio e longo prazos para aquisição de máquinas, equipamentos e serviços para instalação, ampliação e modernização de empresas privadas. O projeto administrado pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) foi orçado em US$500 milhões.

PRODUTOR DE CANA QUER SUBSÍDIO

A cultura de cana-de-açúcar nos estados do norte, nordeste e Rio de
34438 Janeiro, só sobrevive graças aos subsídios concedidos pelo governo. ""O fim dos incentivos decretaria a falência desses produtores", diz Amaro Gomes da Silva, presidente da Federação dos Plantadores de Cana do Brasil. Nesses estados, a produtividade da cana é menor, e o custo de produção, até 25,2% maior (FSP).

CONFEDERAÇÃO SUGERE PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS

O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Albano Franco, disse ontem, no Rio de Janeiro, após participar de reunião com presidentes de federações de indústrias de todo o país, que a maioria dos empresários se mostrou contrária à prefixação de preços e salários. Ele disse que o caminho mais viável para a ampliação e fortalecimento do "entendimento nacional" é a participação dos empregados no lucro das empresas (FSP).

BC EMPRESTA CR$120 BILHÕES PARA CEF

O presidente da Caixa Econômica Federal (CEF), Lafaiete Coutinho, disse ontem que foi assinado o contrato para a recuperação financeira da instituição com o Banco Central. Foi concedido um empréstimo de aproxidamente Cr$120 bilhões à CEF, com 30 meses de prazo e correção monetária mais juros de 8% ao ano de custo. O empréstimo permitirá que a CEF deixe de recorrer à linha de assistência à liquidez do BC, que tem prazo de pagamento de 24 horas e juros de 30% ao mês (FSP).

FIESP SÓ ACEITA PREFIXAÇÃO COM JURO BAIXO

A FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) só deverá aceitar a prefixação de preços e salários no "entendimento nacional" se imediatamente o governo baixar as taxas de juros, pagar suas dívidas com o setor privado e reduzir de forma efetiva o déficit público. Mesmo assim, a prefixação terá que ser negociada por prazo determinado (FSP).

TRÊS EMPRESAS DO GRUPO RIMA PEDEM CONCORDATA

A Companhia Brasileira de Magnésio (BRASMAG), a Rima Eletrometalurgia S.A e a Rima Mecânica S.A solicitaram e tiveram deferidos, esta semana, os pedidos de concordata preventiva. As três possuem uma dívida estimada em Cr$6 bilhões e fazem parte do grupo Rima, que possui um patrimônio líquido avaliado em US$205,1 milhões (em dezembro de 89). Os motivos alegados pelas empresas para os pedidos de concordata foram o juro alto, o câmbio Irreal", o elevado custo de energia elétrica, a pesada carga tributária estadual (FSP).

CONCORDATÁRIA GAÚCHA COMEÇA A FAZER DEMISSÕES

A Antonio Delapieve S.A Corretora de Câmbio e Valores começa a demitir hoje parte de seus 60 funcionários em razão do pedido de concordata de uma das três empresas do grupo, a Companhia Agrícola Delapieve Comercial e Industrial. O pedido foi aceito no último dia 26 pela Justiça de Porto Alegre (RS) (FSP).

SÃO PAULO REGISTRA NO MÊS 59 CONCORDATAS

Não houve nenhum pedido de concordata ontem no Fórum de São Paulo (capital). No mês já são 59 requerimentos, número que supera em 78,8% os 33 pedidos de outubro. Segundo o presidente da Associação Comercial de São Paulo, Romeu Trussardi Filho, "a causa principal do crescimento acentuado das insolvências é o nível absolutamente insuportável das taxas de juros". Ontem houve 20 requerimentos de falência, totalizando 334 no mês. O número é 20,1% maior que os 278 pedidos de outubro (FSP).

SINDUSCON VAI RECORRER DA DECISÃO DO TRT-MG

O Sindicato da Indústria da Construção Civil de Minas Gerais (SINDUSCON- MG) vai recorrer ao Tribunal Superior do Trabalho (TST) da decisão tomada esta semana pelo TRT-MG, que aprovou durante o julgamento do dissídio a reindexação dos salários dos trabalhadores da construção civil de Belo Horizonte. A decisão do SINDUSCON foi tomada em assembléia que reuniu ontem 140 das 280 empresas filiadas (FSP).

SETOR DE OBRAS PÚBLICAS DEMITE 36 MIL EM SP

O setor de construção de obras públicas, a partir de outubro, após as eleições, passaram a amargar atrasos de pagamentos, diminuição no ritmo das obras já iniciadas e cancelamento de novos projetos. Segundo a Associação Paulista de Empreiteiras de Obras Públicas (APEOP), cerca de 36 mil operários perderam o emprego entre outubro e novembro, de um total de 190 mil (FSP).

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