COTAÇÃO DO DÓLAR NORTE-AMERICANO

Os bancos negociavam ontem o dólar para importação e exportação entre Cr$159,30 e Cr$159,40. No paralelo o dólar teve o preço de Cr$171,00 para compra e Cr$172,00 para venda em São Paulo. No Rio de Janeiro a Cr$168,00 e Cr$171,00. O dólar-turismo foi negociado a Cr$167,00 para compra e Cr$173,00 para venda em São Paulo e Cr$165,00 e Cr$173,30 no Rio de Janeiro (GM).

CHIARELLI DÁ CR$457 MILHÕES PARA 11 MUNICÍPIOS DO ESTADO

O ministro da Educação, Carlos Chiarelli, assinou ontem convênio com 11 municípios do Estado do Rio de Janeiro, liberando Cr$457 milhões, dos quais Cr$150 milhões serão destinados somente ao Município do Rio de Janeiro. De acordo com o projeto enviado ao governo federal, a verba será aplicada em material didático, equipamento escolar e treinamento de professores. Nas duas visitas do ministro ao Rio de Janeiro este ano, já foram liberados cerca de Cr$1 bilhão para a educação no estado (JC).

FIRJAN PROMETE NÃO DEMITIR

O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (FIRJAN), Arthur João Donato, disse que, apesar do esperado aprofundamento da recessão no primeiro trimestre do próximo ano, a indústria fluminense vai trabalhar no sentido de não demitir pessoal (JC).

MAIS 3.335 DEMISSÕES NO RS

Os 56 fabricantes de máquinas agrícolas (secadores, tratores, colheitadeiras e implementos) do Rio Grande do Sul demitiram 3.335 empregados do setor entre outubro do ano passado e o mesmo período deste ano. As demissões representam queda de 21,16% na mão-de-obra empregada há um ano, segundo estudo realizado em conjunto pelo Sindicato das Indústrias de Máquinas Agrícolas (SIMERS) e a Fundação de Economia e Estatística do Estado (FEE).

CAI A VENDA DE BRINQUEDOS

A indústria de brinquedos vai fechar o ano com uma queda de 20% em seu faturamento, em relação a 1989. Segundo o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Brinquedos (ABRINQ), Ode Grajex, enquanto no ano passado o setor faturou US$700 milhões, em 1990 as vendas alcançaram apenas US$560 milhões (JC).

SERVIDORES VOLTAM À SUDENE

O presidente Fernando Collor de Mello reintegrou ontem à SUDENE 76 funcionários que haviam sido colocados em disponibilidade por engano, nos primeiros dias da reforma administrativa. São funcionários que, de acordo com o secretário de Desenvolvimento Regional da Presidência da República, Egberto Batista, são imprescindíveis (JC).

PESSOAL DA MATARAZZO OCUPA FÁBRICA

Os 650 empregados da cerâmica Matarazzo, em São Caetano do Sul (SP), que ocupam a empresa desde anteontem, estão dispostos a colocar a fábrica em funcionamento para garantir o pagamento dos salários de novembro e deste mês, e a primeira parcela do 13o. A empresa pediu concordata há quase 20 dias por não poder cumprir seus compromissos financeiros com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Banco de Desenvolvimento do Estado de São Paulo (BADESP) e Banco do Brasil, que resultam em dívida superior a Cr$200 milhões.

GOVERNO CASSA 5.800 ALVARÁS DE MINERAÇÃO

O governo anunciou ontem a cassação de 5.800 alvarás de mineração em todo o país, cumprindo com atraso a exigência do artigo 43o. da Constituição. Pelo dispositivo, todas as concessões inativas no prazo de um ano após a promulgação da Constituição-- ou 5 de outubro de 1989-- ficaram sem efeito. A cassação atingiu empresas do porte da Votorantim, Paranapanema e Grupo Monteiro Aranha, além da estatal, Companhia Vale do Rio Doce.

CADE VAI REVER A DECISÃO DE FORMAÇÃO DA AUTOLATINA

O ministro da Justiça, Jarbas Passarinho, despachou, ontem mesmo, para a Secretaria Nacional de Direito Econômico (SNDE) o ofício em que o Ministério da Economia pede o inquérito administrativo para apurar a prática de preços abusivos pela Autolatina (Ford e Volkswagen), que reajustou seus modelos em mais de 50% em novembro. O aviso ministerial encaminhado pela ministra Zélia Cardoso de Mello também recomenda a necessidade de revisão da decisão do Conselho Administrativo de Defesa

COMÉRCIO FECHARÁ O ANO COM PERDA DE VENDAS EM TORNO DE 10%

A Confederação Nacional dos Diretores Lojistas informou que o comércio fechará o ano com perda de vendas em torno de 10%, em todo o país. O desaquecimento no atual trimestre chegou aos 20%, se comparado a igual período do ano anterior (JC).

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