GOVERNO AJUSTA AÇÃO DA USIMINAS

A comissão diretora do Programa Nacional de Desestatização reajustou ontem de Cr$628,28 para Cr$739,47 o preço mínimo do lote de mil ações ordinárias da USIMINAS. Com isso, o valor mínimo das ações com direito a voto ficou em US$1,08 bilhão (Cr$621,016 bilhões). O valor mínimo será o definitivo, caso o leilão de venda do controle da estatal, já adiado duas vezes, se realize menos no dia 24. O BNDES divulgou também o preço do lote de mil ações ordinárias da MAFERSA: Cr$54,95, ou US$0,09. O preço mínimo da estatal é de US$19,8 milhões (O ESP) (FSP).

AMATO DIZ QUE GREVES SERÃO BEM-VIDAS

O presidente da FIESP, Mário Amato, previu ontem uma onda de greves até o final do ano, em consequência da impossibilidade de as empresas atenderem às reivindicações de seus trabalhadores. Para Amato, a paralisação dos operários será benéfica para as indústrias, uma vez que as perspectivas para a comercialização não são animadoras. "Os trabalhadores farão um favor às empresas caso escolham a greve como forma de pressão para obter melhores salários", disse. "Fazemos um apelo para que os juros não subam mais.

CEF REAJUSTA PRESTAÇÃO DA CASA PRÓPRIA

A partir de novembro, a CEF começa a incorporar à prestação da casa própria dos mutuários com contrato pelo Plano de Equivalência Salarial por Categoria Profissional (PES/CP) as antecipações salariais previstas na nova lei. A primeira antecipação, de 16%, vai ser incorporada às prestações dos mutuários cujas categorias têm data-base nos meses ímpares. Os mutuários com data-base nos meses de outubro, fevereiro e junho terão reajuste de 15,68%.

GOVERNO DO RIO RELANÇA CERTIFICADO

O governo do Estado do Rio de Janeiro e a FIRJAN (Federação das Indústrias do Rio de Janeiro) vão relançar o Selo de Qualidade Rio. A intenção é certificar a qualidade de produtos de consumo popular, como os da área de alimento, higiene e limpeza, que em sua maioria não ostentam esse tipo de selo. No próximo mês já começará a veiculação de uma campanha publicitária (JB).

REFORMA AGRÁRIA É TEMA DA HOMILIA DE HOJE

O papa João Paulo II abordará no Maranhão o tema mais crítico desta sua segunda visita ao Brasil: trabalho, justiça e reforma agrária. No país, de 80 a 91, foram assassinados 1.151 trabalhadores rurais, segundo dados da Comissão Pastoral da Terra, que registrou nos últimos 10 anos 3.374 conflitos envolvendo 2.454.897 pessoas. No Maranhão, no mesmo período, 119 pessoas morreram por causa da terra. Esses dados constam do documento que o papa recebeu ontem (JB).

MARCÍLIO CORTA DESPESA SE NÃO SAIR A REFORMA

O ministro da Economia, Marcílio Marques Moreira, disse ontem em Bangcoc que o governo cortará despesas ou adotará medidas para aumentar a arrecadação caso o Congresso rejeite a reforma tributária. O objetivo é garantir o superávit primário de 2% do PIB em 1992 e 4% em 1994, condições para chegar a acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI) (JB).

ACM CRITICA PARLAMENTARES

O governador da Bahia, Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA) criticou ontem o controle exercido pelos parlamentares que monopolizam as discussões sobre o destino das verbas federais, na Comissão Mista de Orçamento do Congresso (O Globo).

PAPA FAZ CRÍTICAS À IGREJA DO BRASIL

Em encontros separados com cerca de 150 bispos e com 1.200 padres, o papa João Paulo II fez ontem, em Natal (RN), vigorosas críticas ao clero brasileiro. Atribuindo aos bispos parte da responsabilidade pela fuga de fiéis para as seitas evangélicas, advertiu que as tentativas de popularização da Igreja e de "aculturação da liturgia e dos sacramentos" estão retirando o conteúdo místico do catolicismo. Afirmou que a crise econômica também contribui para o crescimento das seitas (O Globo).

GOVERNO CONCLUI PROJETO PARA MUDAR PREVIDÊNCIA

Está pronto o projeto da nova Previdência Social. Ele acaba com as contribuições diretas de empregados e empregadores. O custeio dos benefícios será feito única e exclusivamente pela cobrança de uma contribuição previdenciária sobre o faturamento das empresas. Luiz Carlos Magalhães Peixoto, secretário nacional de Previdência Social, disse que o presidente Fernando Collor de Mello já aprovou a proposta. Ela agora será submetida à sociedade, para ser discutida, e depois será remetida ao Congresso Nacional, na forma de um projeto de lei.

MARCÍLIO ASSUME COMPROMISSO DE ADOTAR PLANO CONTRA INFLAÇÃO

O ministro da Economia, Marcílio Marques Moreira, assumiu diante do comitê interino do Fundo Monetário Internacional (FMI), que se reuniu ontem em Bangcoc com 22 ministros de Estado, o compromisso de adotar um programa de estabilização para reverter a inflação brasileira sob a supervisão do Fundo. Marcílio disse em discurso no comitê que "o Brasil está comprometido com um programa" de estabilização. Afirmou que "já alcançamos entendimentos básicos com o FMI sobre os principais pontos relacionados a um acordo stand-by de 20 meses" (FSP).

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