O presidente da FIESP, Mário Amato, previu ontem uma onda de greves até o final do ano, em consequência da impossibilidade de as empresas atenderem às reivindicações de seus trabalhadores. Para Amato, a paralisação dos operários será benéfica para as indústrias, uma vez que as perspectivas para a comercialização não são animadoras. "Os trabalhadores farão um favor às empresas caso escolham a greve como forma de pressão para obter melhores salários", disse. "Fazemos um apelo para que os juros não subam mais. As férias coletivas começam a se ampliar, os estoques da indústria já se exauriram, há empresas com capacidade ociosa de 70% e empresários vendendo propriedades para manter as indústrias", criticou Amato, para quem a política de juros altos nunca derrubou inflação no Brasil (O ESP) (JB).