Enviado por admin em dom, 07/06/1992 - 00:00
O ministro das Minas e Energia, Pratini de Moraes, disse ontem que vai manter o cronograma de recursos para a conclusão das obras da usina hidrelétrica de Xingó. A afirmação foi feita durante visita ao canteiro de obras, no rio São Francisco, entre Pernambuco e Alagoas, após encontro com a diretoria da CHESF (Companhia Hidrelétrica de São Francisco) (FSP).
Enviado por admin em dom, 07/06/1992 - 00:00
As exportações de veículos devem atingir este ano US$2,5 bilhões, quantia superior aos US$2,18 bilhões de 1991 e aos US$2,4 bilhões de 1990. A previsão é de Luiz Adelar Scheuer, presidente da ANFAVEA (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) (FSP).
Enviado por admin em dom, 07/06/1992 - 00:00
O governo vai rever as estimativas de inflação feitas ao FMI para o período de julho a dezembro de 1992. É que a equipe econômica está agora convencida de que a trajetória da inflação não será mesmo de 10% (julho) até 2% (dezembro), como tinha sido estimado na carta de intenções ao Fundo (FSP).
Enviado por admin em dom, 07/06/1992 - 00:00
Cerca de 60 mil pessoas trabalham em regime de escravidão em 300 fazendas do país, submetidos a um sistema clandestino mantido por fazendeiros, pistoleiros e capatazes. São homens jovens, entre 18 e 20 anos, cujas condições de trabalho só encontram paralelo no regime de força imposto nos seringais e castanhais amazonenses do século 18, ou na Mauritânia, país africano que aboliu a escravidão em 1960, mas ainda mantém 100 mil pessoas em trabalhos forçados.
Enviado por admin em dom, 07/06/1992 - 00:00
O ministro da Economia, Marcílio Marques Moreira, confirmou ontem no Rio de Janeiro que o governo brasileiro negocia com o FMI, desde o ano passado, uma revisão nos critérios de desempenho do programa econômico. Esse ajuste não significaria uma mudança nas metas da carta de intenções assinada com o Fundo, mas apenas alterações técnicas e metodológicas. As metas estão lá para serem cumpridas, disse o ministro.
Enviado por admin em sab, 06/06/1992 - 00:00
O governo brasileiro autorizou ontem a importação este ano de 200 mil toneladas de farinha de trigo argentina. Esse volume representa menos de 3% do consumo nacional, mas tem como efeito, a curto prazo, remediar o constrangimento diplomático, no âmbito do MERCOSUL, causado pelas contantes restrições impostas para a entrada do produto no Brasil.
Enviado por admin em sab, 06/06/1992 - 00:00
Os bancos negociavam ontem o dólar para importação e exportação entre Cr$2.978,50 e Cr$2.978,55. No paralelo, o dólar teve o preço de Cr$3.030,00 para compra e Cr$3.050,00 para venda em São Paulo. No Rio de Janeiro, de Cr$3.030,00 e Cr$3.070,00. O dólar-turismo foi negociado a Cr$3.030,00 para compra e Cr$3.060,00 para venda em São Paulo e a Cr$2.950,00 e Cr$3.090,00 no Rio de Janeiro (GM).
Enviado por admin em sab, 06/06/1992 - 00:00
Os bancos federais estão proibidos, desde ontem, de conceder empréstimos a pessoas físicas e empresas que têm dívidas junto à Receita Federal. Portaria do ministro da Economia, Marcílio Marques Moreira, publicada no Diário Oficial, impede ainda a participação dos devedores em licitações públicas e reduz de 60 para 30 dias o prazo de parcelamento de impostos federais. O principal objetivo da medida, segundo o secretário nacional de Fazenda, Luís Fernando Wellisch, é "pegar" as prefeituras em débito com o Tesouro (JB).
Enviado por admin em sab, 06/06/1992 - 00:00
Por falta de dinheiro, o Ministério da Economia está decidido a suspender o pagamento da primeira parcela do 13o. salário dos servidores federais, que deveria sair junto com os contracheques de julho. Com a medida, o governo conseguirá realizar um superávit de Cr$300 bilhões nas contas públicas deste mês e assim ganhar meios para cumprir as medidas do trimnestre abril-maio-junho a serem rediscutidas com o Fundo Monetário Internacional (FMI) na negociação da dívida externa do país. Com a suspensão do pagamento do 13o., o Tesouro economizará cerca de Cr$1 trilhão.
Enviado por admin em sab, 06/06/1992 - 00:00
O empresário Paulo César Farias, o PC, prestou ontem depoimento de seis horas à Polícia Federal em Maceió e saiu convencido de que, "agora, quem está perto de ir para cadeia" é Pedro Collor de Mello, irmão do presidente da República, que o acusa de extorsão, tráfico de influência e remessa ilegal de divisas para o exterior. Ontem, o secretário-geral da Presidência da República, Marcos Coimbra, afirmou que está disposto a depor na CPI que investiga as denúncias de Pedro contra PC. "Se me chamarem, é claro que eu vou e responderei ao que me perguntarem".
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