PRATINI DIZ QUE USINA DE XINGÓ TERÁ RECURSOS

O ministro das Minas e Energia, Pratini de Moraes, disse ontem que vai manter o cronograma de recursos para a conclusão das obras da usina hidrelétrica de Xingó. A afirmação foi feita durante visita ao canteiro de obras, no rio São Francisco, entre Pernambuco e Alagoas, após encontro com a diretoria da CHESF (Companhia Hidrelétrica de São Francisco) (FSP).

AS EXPORTAÇÕES DE VEÍCULOS

As exportações de veículos devem atingir este ano US$2,5 bilhões, quantia superior aos US$2,18 bilhões de 1991 e aos US$2,4 bilhões de 1990. A previsão é de Luiz Adelar Scheuer, presidente da ANFAVEA (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) (FSP).

GOVERNO VAI REVER ESTIMATIVAS DA INFLAÇÃO

O governo vai rever as estimativas de inflação feitas ao FMI para o período de julho a dezembro de 1992. É que a equipe econômica está agora convencida de que a trajetória da inflação não será mesmo de 10% (julho) até 2% (dezembro), como tinha sido estimado na carta de intenções ao Fundo (FSP).

BRASIL TEM 60 MIL PESSOAS QUE VIVEM EM REGIME DE ESCRAVIDÃO

Cerca de 60 mil pessoas trabalham em regime de escravidão em 300 fazendas do país, submetidos a um sistema clandestino mantido por fazendeiros, pistoleiros e capatazes. São homens jovens, entre 18 e 20 anos, cujas condições de trabalho só encontram paralelo no regime de força imposto nos seringais e castanhais amazonenses do século 18, ou na Mauritânia, país africano que aboliu a escravidão em 1960, mas ainda mantém 100 mil pessoas em trabalhos forçados.

MARCÍLIO QUER QUE FMI MUDE OS CRITÉRIOS

O ministro da Economia, Marcílio Marques Moreira, confirmou ontem no Rio de Janeiro que o governo brasileiro negocia com o FMI, desde o ano passado, uma revisão nos critérios de desempenho do programa econômico. Esse ajuste não significaria uma mudança nas metas da carta de intenções assinada com o Fundo, mas apenas alterações técnicas e metodológicas. As metas estão lá para serem cumpridas, disse o ministro.

BRASIL VAI IMPORTAR FARINHA ARGENTINA

O governo brasileiro autorizou ontem a importação este ano de 200 mil toneladas de farinha de trigo argentina. Esse volume representa menos de 3% do consumo nacional, mas tem como efeito, a curto prazo, remediar o constrangimento diplomático, no âmbito do MERCOSUL, causado pelas contantes restrições impostas para a entrada do produto no Brasil.

COTAÇÃO DO DÓLAR NORTE-AMERICANO

Os bancos negociavam ontem o dólar para importação e exportação entre Cr$2.978,50 e Cr$2.978,55. No paralelo, o dólar teve o preço de Cr$3.030,00 para compra e Cr$3.050,00 para venda em São Paulo. No Rio de Janeiro, de Cr$3.030,00 e Cr$3.070,00. O dólar-turismo foi negociado a Cr$3.030,00 para compra e Cr$3.060,00 para venda em São Paulo e a Cr$2.950,00 e Cr$3.090,00 no Rio de Janeiro (GM).

BANCO FEDERAL NÃO EMPRESTA A DEVEDOR DO IR

Os bancos federais estão proibidos, desde ontem, de conceder empréstimos a pessoas físicas e empresas que têm dívidas junto à Receita Federal. Portaria do ministro da Economia, Marcílio Marques Moreira, publicada no Diário Oficial, impede ainda a participação dos devedores em licitações públicas e reduz de 60 para 30 dias o prazo de parcelamento de impostos federais. O principal objetivo da medida, segundo o secretário nacional de Fazenda, Luís Fernando Wellisch, é "pegar" as prefeituras em débito com o Tesouro (JB).

UNIÃO DEVE SUSPENDER O ADIANTAMENTO DO 13o.

Por falta de dinheiro, o Ministério da Economia está decidido a suspender o pagamento da primeira parcela do 13o. salário dos servidores federais, que deveria sair junto com os contracheques de julho. Com a medida, o governo conseguirá realizar um superávit de Cr$300 bilhões nas contas públicas deste mês e assim ganhar meios para cumprir as medidas do trimnestre abril-maio-junho a serem rediscutidas com o Fundo Monetário Internacional (FMI) na negociação da dívida externa do país. Com a suspensão do pagamento do 13o., o Tesouro economizará cerca de Cr$1 trilhão.

PC DIZ QUE QUEM VAI PARA CADEIA É PEDRO COLLOR

O empresário Paulo César Farias, o PC, prestou ontem depoimento de seis horas à Polícia Federal em Maceió e saiu convencido de que, "agora, quem está perto de ir para cadeia" é Pedro Collor de Mello, irmão do presidente da República, que o acusa de extorsão, tráfico de influência e remessa ilegal de divisas para o exterior. Ontem, o secretário-geral da Presidência da República, Marcos Coimbra, afirmou que está disposto a depor na CPI que investiga as denúncias de Pedro contra PC. "Se me chamarem, é claro que eu vou e responderei ao que me perguntarem".

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