Por falta de dinheiro, o Ministério da Economia está decidido a suspender o pagamento da primeira parcela do 13o. salário dos servidores federais, que deveria sair junto com os contracheques de julho. Com a medida, o governo conseguirá realizar um superávit de Cr$300 bilhões nas contas públicas deste mês e assim ganhar meios para cumprir as medidas do trimnestre abril-maio-junho a serem rediscutidas com o Fundo Monetário Internacional (FMI) na negociação da dívida externa do país. Com a suspensão do pagamento do 13o., o Tesouro economizará cerca de Cr$1 trilhão. O diretor do Sindicato dos Servidores Públicos Federais (SINDISEP), João Lopes, disse que a categoria repudia a decisão. "Está claro que o governo quer que o ônus de cumprir as metas estipuladas com o FMI fique com a gente", afirmou (JB).