A GREVE DOS SERVIDORES PÚBLICOS FEDERAIS DE SÃO PAULO

A greve dos servidores publicos federais de São Paulo, entrou ontem no seu setimo dia, com paralisação total dos postos de assistencia medica do INAMPS, agencias do INPS e hospitais, onde os medicos atendem apenas casos de emergencia. Eles reivindicam 70% a partir de maio, reajuste semestral e 13o. salario (JB).

O REAJUSTE DA PRESTAÇÃO DA CASA PRÓPRIA

O ministro do interior, Mario Andreazza, reiterou ontem, no programa "Bom Dia Brasil" da TV Globo, que "em nenhuma hipotese o reajustamento da prestação da casa do mutuario será maior do que o reajustamento do seu salario, nos ultimos 12 meses, mesmo nos casos de funcionarios publicos" (JB) (GM).

ABIQUIM DIZ QUE NEGOCIAÇÃO DA DÍVIDA É INEVITÁVEL

O novo presidente da Associação Brasileira da Industria Quimica (ABIQUIM), Carlos Mariani Bittencourt afirmou ontem em São Paulo, que "a renegociação da divida externa brasileira, nos termos que vem sendo proposta, é inevitavel e indispensavel, pois, de outra forma, o sacrificio social será não apenas insuportavel como inocuo, a medio prazo" (JB) (GM).

VACINA CONTRA SARAMPO SERÁ TESTADA

A vacina contra sarampo, administrada atraves da inalação, que consegue imunizar criancas com menos de 1 ano, será testada em 160 criancas em Itajuba (MG), pelo cientista Albert Sabin (JB).

INTERVENTORES SUGEREM LIQUIDAÇÃO DA DELFIN

Os interventores das cadernetas de poupanca Delfin, no Rio de Janeiro, Sergio Parente de Paula e, em São Paulo, Josualdo Medeiros, concluiram seus relatorios sugerindo ao Banco Central a liquidação extra-judicial das duas empresas. No Rio, o passivo a descoberto apurado pela intervenção é de Cr$3 bilhões e, em São Paulo, atinge cerca de Cr$22 bilhões. As informações foram prestadas por fonte da diretoria do Banco Central (JB).

MACIFE DEVERÁ RECEBER APOIO FINANCEIRO

A Macife S/A Materiais de Construção (12a. empresa em receita operacional do seu setor conforme a lista das melhores e maiores da revista "Exame"), prestes a receber um apoio financeiro de Cr$1,5 bilhão do Fundo de Participações (FUNPAR) do Banco Nacional do Desenvolvimento Economico Social (BNDES), foi levada a pedir concordata no dia 9.05.83, na 6a. Vara de Falencias e Concordatas (RJ), para evitar que alguem requeresse sua falencia, segundo explicou o diretor da empresa, Roberto Brandão Figueiredo.

GOVERNO NÃO CONSEGUIRÁ COBRIR DÉFICIT PÚBLICO

Uma fonte do Ministerio da Fazenda informou que estão esgotadas as possibilidades do governo cobrir a expansão de seu deficit publico (Cr$420 bilhões acima do combinado com o Fundo Monetario Internacional no primeiro trimestre) atraves de aumento de impostos. O secretario da Receita Federal, Francisco Dornelles, concorda em pelo menos um ponto: as aliquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) não devem aumentar (JB).

DÉFICIT PROVOCADO PELAS ESTATAIS CHEGOU A CR$1,380 BILHÃO

Um assessor do ministro da Industria e Comercio, Camilo Penna, que teve acesso aos levantamentos já concluidos pela Secretaria de Controle das Estatais (SEST), informou que o deficit provocado pelo excesso de gastos das empresas estatais durante o primeiro trimestre de 1983 chegou a Cr$1,380 trilhão. Os setores de energia eletrica e siderurgia serão os mais atingidos nessa rodada de cortes nos orcamentos das empresas estatais, realizadas neste ano (JB).

A SEGUNDA PARCELA DO EMPRÉSTIMO DO FMI

A segunda parcela do emprestimo compensatorio do Fundo Monetario Internacional (FMI), no valor de US$411 milhões, só deverá ser liberada em meados de julho, segundo informação do ministro da fazenda, Ernane Galveas, que admitiu atrasos equivalentes em recebimentos e pagamentos a serem efetuados pelo pais. A liquidação da parcela de US$400 milhões ao Banco para Compensações Internacionais (BIS), que deveria ser feita em junho, será adiada.

ROBERTO CAMPOS VOLTA A DEFENDER MORATÓRIA NEGOCIADA

O senador Roberto Campos (PDS-MT) em entrevista dada a "Folha de São Paulo" domingo, afirmou que o Brasil deve procurar uma "moratoria negociada", e recebeu apoio de: Theobaldo de Nigris (empresario), Dilson Funaro (empresario); Americo Osvaldo (presidente da Associação das Empresas de Credito, Financiamento e Investimento); Eduardo Rocha Azevedo (presidente da Bolsa de Valores); Horacio Cherkasky (presidente da Associação Brasileira da Industria de Papel e Celulose) e Luis Eulalio de Bueno Vidigal Filho (presidente da FIESP/CIESP).

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