MINISTRO PRETENDE RECUPERAR SISTEMA DE TRANSPORTES

O ministro dos transportes, Cloraldino Severo declarou, ontem, que estima em Cr$27 bilhões o volume de recursos a serem empregados neste ano e no proximo para recuperação do sistema de transportes no sul do pais (FSP).

BRASIL ASSINA ACORDO COM O IRÃ PARA COMPRAR PETRÓLEO

O Brasil assinou com o governo iraniano um protocolo para compra, em doze meses a partir de agosto, de US$600 milhões em petroleo-- o equivalente a 60 mil barris/dia-- e a venda de US$400 milhões em mercadorias diversas. De acordo com o diretor da CACEX, Carlos Viacava, as perspectivas de exportação de produtos brasileiros para o Ira são bastante superiores aos numeros do protocolo, podendo atingir US$729 milhões (FSP).

BRASIL CONSUMIU 946 MIL BARRIS DE PETRÓLEO

Nos seis primeiros meses deste ano, o Brasil consumiu 946 mil barris de petroleo por dia, o que representou uma queda de 6,1% sobre o consumo observado no mesmo periodo do ano passado, que foi de 1,008 milhão de barris por dia. Desses 946 mil barris/dia de consumo, 625 mil foram importados, representando gastos da ordem de US$18,7 milhões por dia (ou um total de US$3,3 bilhões), enquanto que a produção nacional atingiu a media diaria de 321 mil barris (FSP).

CSN EXAMINARÁ PLANO DE EMERGÊNCIA

O Conselho de Seguranca Nacional (CSN) examinará, na proxima semana, um plano de emergencia de suprimento de petroleo, que está sendo desenvolvido por tecnicos da area economica, para a eventualidade de uma moratoria na divida externa.

OS "PACOTES" ECONÔMICOS

Os pacotes economicos adotados pelo governo no mes passado vao gerar, até o final de 1984, uma redução de Cr$4,7 bilhões no deficit publico. O aumento dos impostos, corte nos subsidios ao petroleo, trigo e a redução dos subsidios ao credito agricola e de exportação vao gerar receitas e conter os gastos do governo em Cr$1,6 trilhão no segundo semestre deste ano e em Cr$3,1 trilhões em 1984, segundo previsões feitas ontem pelo presidente do Banco Central, Carlos Langoni (JB) (GM).

BALANÇA COMERCIAL DEVERÁ REGISTRAR SUPERÁVIT DE US$500 MILHÕES

A balanca comercial brasileira deverá registrar, este mes, superavit entre US$500 milhões e US$600 milhões, porque as exportações serão reduzidas entre US$100 milhões e US$200 milhões, em relação ao mes passado, quando atingiram US$2 bilhões. Essa queda é consequencia das enchentes do sul do pais, que paralisaram as atividades de importantes portos. A informação foi prestada, ontem, no Rio de Janeiro, pelo diretor da CACEX, Carlos Viacava (O ESP) (GM).

CNC REIVINDICA REAJUSTE MENSAL DO PREÇO

O Conselho Nacional do Café, presidido por Abreu Sodre, reivindicou ontem, ao ministro da Industria e do Comercio, Camilo Penna, a volta do reajuste mensal do preco de garantia ao produtor, com base no INPC, alem de sua imediata elevação para Cr$46 mil por saca. Os cafeicultores pediram, tambem, a suspensão dos leiloes do Instituto Brasileiro do Café, realizados para manter o abastecimento no mercado interno (JB) (GM).

GOVERNO ESTIMA PERDA AGRÍCOLA EM US$1 BILHÃO

Nas conversas com a missão do Fundo Monetario Internacional (FMI), em Brasilia, o governo brasileiro estimou em US$1 bilhão as perdas agricolas provocadas pela seca do nordeste e pelas chuvas do sul. Considerando-se apenas o valor da produção perdida de soja, arroz, milho, feijao e algodão, o prejuizo chega a mais de US$1,5 bilhão (GM).

A ARRECADAÇÃO DO ICM

A arrecadação do Imposto sobre Circulação do Mercadorias (ICM), um dos parametros para medir o crescimento da economia brasileira, apresentou de janeiro a junho queda real de 11,5% em relação à inflação do periodo de 12 meses. Com uma receita nacional de Cr$ 2,27 trilhões, o ICM, no entanto, proporcionou um crescimento nominal de 101,1% em comparação à arrecadação do mesmo periodo no ano passado (JB).

A META DA INFLAÇÃO PARA ESTE ANO ACERTADA COM O FMI

A fixação da meta da inflação para este ano, a ser acertada com o Fundo Monetario Internacional (FMI), depende dos indices de julho e agosto. Foi o que afirmou, ontem, o ministro da fazenda, Ernane Galveas, frisando desconhecer qualquer proposta do governo brasileiro ao FMI no sentido de alterar a meta da inflação, no novo acordo em andamento, de 138,9% para 160% (O ESP).

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