O CASO DAS POLONETAS

A denuncia de favoritismo em operações comerciais com a Polonia não atinge a COMEXPORT S/A (Companhia de Comercio Exterior), segundo o presidente de seu Conselho Consultivo, Luis Americo Medeiros. Ele não aceita acusações de que a empresa esteve envolvida em negociatas. Medeiros assinalou tambem que o governo brasileiro fez acordos bilaterais com a Polonia prevendo exportações em cinco anos, a partir de 1978, num total de US$40 milhões de dolares por ano em produtos texteis.

O CASO DAS POLONETAS

O ministro do planejamento, Delfim Neto, classificou ontem a denuncia do jornal "O Estado de São Paulo" sobre os contratos comerciais com a Polonia de "tolice", mas recusou-se a comenta-la, alegando que o governo divulgaria uma nota a respeito. E o presidente Aureliano Chaves não fez nenhum comentario.

O CASO DAS POLONETAS

A proposito da serie "Divida polonesa no Brasil: uma fraude", cuja publicação foi iniciada na edição de domingo do jornal "O Estado de São paulo", o Palacio do Planalto distribuiu, ontem, nota oficial informando que os acordos bilaterais de comercio e pagamentos com a Polonia não são exclusivos com esse pais, nem são recentes, datando da decada de 50.

O CASO DAS POLONETAS

O senador bionico Joao Calmon (PDS-ES) pediu ontem, no Senado, a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquerito para o exame das denuncias publicadas domingo, pelo jornal "O Estado de São paulo", sobre o prejuizo de quase US$2 bilhões sofrido pelo Brasil em suas trocas comerciais com a Polonia. Calmon pediu ainda a convocação do embaixador Meira Penna, que serviu em Varsovia, para que preste esclarecimentos à Comissão de Relações Exteriores no Senado (O ESP).

O CASO DAS POLONETAS

Com duas notas oficiais, o Ministerio do Planejamento alegou, ontem, que a reportagem de domingo do jornal "O Estado de São Paulo", acusando fraude nas negociações para cobrar a divida da Polonia com o Brasil, não tem fundamento. A reportagem afirma que o debito de US$1,8 bilhão de dolares, considerados desembolsos até 1986, é Incobravel", uma vez que, de acordo com a xerox de algumas promissorias aceitas pelo Brasil, o valor pode ser pago ou ir para "debito do principal na conta de compensações com o Banco Central do Brasil" (JB).

PROCESSO DO "ESCÂNDALO DA MANDIOCA" VOLTA HOJE À FASE INICIAL

O processo do "Escandalo da Mandioca" volta hoje à fase inicial de inquirição dos 25 acusados no desvio de Cr$1,8 bilhão, praticado contra a agencia do Banco do Brasil, na cidade Floresta (PE). Os interrogatorios deveriam ter sido reiniciados na semana passada, o que não ocorreu devido a uma falha nas intimações expedidas aos 25 envolvidos na fraude, pelo juiz Genivel Matias de Oliveira, da 1a. Vara da Justica Federal (JB).

DOCUMENTO RESERVADO DA SEST

Documento reservado da Secretaria de Controle das Empresas Estatais (SEST), do mes passado, acusa o Grupo ELETROBRAS de não cumprir os tetos de investimentos para 1983 aprovados em junho pelo presidente Figueiredo, e alerta para a adoção de medidas legais porque, caso contrario, "o Grupo contribuirá para que não sejam atingidas as metas de deficit publico ajustadas com o Fundo Monetario Internacional (FMI)" (JB).

BRASIL NEGA QUE ESTEJA FORNECENDO ARMAS AO IRÃ

O ministro Bernardo Pericas, porta-voz do Itamarati, negou ontem que o Brasil esteja tratando do fornecimento de armas ao Ira (FSP).

FLAGELADOS INVADEM CENTRO COMERCIAL DE ARCOVERDE

Atraidos pela noticia de que chegariam dois caminhões com generos alimenticios para serem distribuidos, cerca de 200 flagelados invadiram ontem à tarde o Centro Comercial de Arcoverde (PE), segundo informou a assessoria de imprensa do palacio do governo de Pernambuco (JB).

CERCA DE 5 MIL PESSOAS SAQUEIAM POSTO DA COBAL

Cerca de cinco mil pessoas, entre homens, mulheres e criancas, saquearam domingo passado o posto da COBAL em Caninde (CE), levando aproximadamente Cr$8 milhões em generos alimenticios e Cr$700 mil em dinheiro. O tenente Freitas, comandante do Destacamento Policial da cidade, disse que a causa do saque "foi a fome mesmo" e que nada pode fazer para evitar a entrada dos flagelados no posto (JB).

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