O CASO DAS POLONETAS

A Polonia não vinha pagando o que devia ao Brasil, embora o ministro Delfim Neto afirmasse em 1982 que os poloneses vinham "cumprindo religiosamente os seus compromissos". Era preciso uma saida e o Banco Central pensou em oferecer à Russia titulos poloneses no valor de US$1,8 bilhão com uma desvalorização da moeda em 50%, ou seja, daria polonetas de US$1,8 bilhão e receberia US$900 milhões em petroleo. Para Russia, a Polonia teria de pagar de qualquer maneira.

O CASO DAS POLONETAS

O embaixador Meira Penna, ex-representante do Brasil em Varsovia, confirmou ontem no Rio de Janeiro, todas as noticias publicadas pelo jornal "O Estado de São Paulo" sobre os "negocios" envolvendo o Brasil e a Polonia, e comentou: "eu comecei a prevenir o Itamaraty em fins de 1980, ao contrario do que deixa entender o porta-voz do Ministerio das Relações Exteriores; sendo inclusive, ameacado com a Lei de seguranca Nacional quando retornei ao Brasil em agosto de 1981 (O ESP).

AURELIANO EXIGE APRURAÇÃO

O presidente em exercicio Aureliano Chaves solicitou que o ministro do planejamento, Delfim Neto, faca "uma profunda e rigorosa" apuração das denuncias que vem sendo publicadas pelo jornal "O Estado de São Paulo". Aureliano ficou irritado, entre outras coisas, com a "nota oficial" divulgada anteontem, que não foi submetida à sua apreciação (O ESP).

O CASO DAS POLONETAS

O Brasil poderá receber o valor das promissorias emitidas pela Polonia, dependendo, apenas, para protesta-las, de uma decisão do governo, assegurou ontem uma alta fonte oficial. A dificuldade tecnica seria encontrar o foro adequado para a ação, uma vez que se trata de um pais e não de uma empresa. O diretor da CACEX, Carlos Viacava, admitiu, ontem, que "está dificil receber da Polonia. Afinal, ninguem está pagando" (JB).

AS DÍVIDAS DAS ESTATAIS

Pressionada pela falta de pagamentos de Cr$20 bilhões em dividas das estatais, principalmente a ELETROBRAS e a NUCLEBRAS, a direção da Promon Engenharia acaba de adotar um expediente inedito para contornar as suas dificuldades-- lancar ações da empresa para subscrição por seus funcionarios, cujo pagamento será descontado em folha, numa operação que deverá lhe render aproximadamente Cr$80 milhões.

PROMOTOR QUER IDENTIDADE DE POLICIAIS QUE TORTURARAM

O promotor Edson Marques levantou ontem a identidade de cinco policiais civis que-- segundo prova testemunhal por ele colhida-- torturaram o detento Hermes Manoel dos Santos, conhecido por Ataide dos Santos, no 50o. Distrito Policial de Itaim Paulista (SP). Em consequencia das torturas, a vitima entrou em coma e morreu no ultimo dia 5 (FSP).

CEI ENCAMINHA OFÍCIO A ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA

Em oficio encaminhado ontem ao presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, Nefi Tales, o secretario da justica, José Carlos dias, solicitou que a Comissão Especial de Inquerito (CEI) dos presidios lhe forneca "os elementos colhidos na diligencia realizada na Penitenciaria do Estado, referentes as acusações de torturas nos presos praticadas por funcionarios (FSP).

A ADOÇÃO DE MILÍCIAS ARMADAS DENTRO DOS CANAVIAIS

A adoção de milicias armadas dentro dos canaviais pernambucanos-- com praticas de violencias já conhecidas da policia, e que vao do espancamento ao assassinato de camponeses-- foi a principal denuncia feita ontem à CPI do acucar, pelo presidente da Federação dos Trabalhadores da Agricultura de Pernambuco, José Rodrigues da Silva (JB).

FEDERAÇÕES PAULISTAS APROVAM GREVE

Dezesseis federações paulistas e 160 sindicatos de diferentes categorias aprovaram ontem a greve geral, caso o Decreto-Lei 2045, que diminui os reajustes salariais, não seja rejeitado pelo Congresso. A reunião, realizada na sede dos metalurgicos da capital, aprovou, ainda, o adiamento do II Congresso Nacional das Classes Trabalhadoras (CONCLAT) em 60 dias, apoiando a decisão tomada pela comissão nacional Pro-CUT (Central Unica dos Trabalhadores) no ultimo domingo (GM).

TRABALHADORES RURAIS EM GREVE EM MINAS GERAIS

Cerca de 80% dos 12 mil trabalhadores rurais do municipio de Passos (MG), estão em greve reivindicando o cumprimento do dissidio coletivo do ano passado e tentando negociar o acordo a vigorar a partir de 1o. de outubro. Eles querem piso salarial de Cr$41.126, pagamento de Cr$524 por tonelada de cana-de-acucar cortada e aplicação do INPC sobre esses valores a partir de outubro. Para o piso salarial pedem mais 15% de produtividade (FSP).

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