INDÚSTRIA AUTOMOBILÍSTICA ADMITE RETOMAR AS NEGOCIAÇÕES

A indústria automobilística de São Paulo admite retomar as negociações com os metalúrgicos, caso eles retornem ao trabalho (JB).

GREVE NA COBRA COMPUTADORES

Empregados da área técnica da Cobra Computadores, no Rio de Janeiro, fizeram greve ontem. Hélio Werneck, presidente da Associação dos Empregados da Cobra (AEC), informou que o movimento de paralisação foi em protesto à demissão de Marília Rosa Millan, que trabalhava há 7 anos na indústria, e para mostrar a insatisfação dos funcionários quanto à falta de condições para participação e diálogo entre dirigentes e funcionários (JB).

REFORÇO NO SISTEMA DE SEGURANÇA DAS FÁBRICAS DE ARMAMENTOS

Um reforço no sistema de segurança das fábricas de armamentos, em São Paulo, para o Exército foi solicitado, ontem, pelo comandante do II Exército, general Sebastião Ramos de Castro. Preocupado com as greves no Estado, ele convocou os dirigentes das empresas para uma reunião e disse que, caso haja necessidade, o II Exército dará proteção a essas fábricas (JB).

BRIZOLA DIZ QUE GREVE DE ADVERTÊNCIA "É ONDA"

O governador Leonel Brizola (RJ) referindo-se à greve de advertência que os profissionais de saúde farão nos próximos dias 7 e 8, nos hospitais estaduais e municipais, disse que "é onda". Segundo Brizola, "o movimento está impregnado de uma doença social: o grevismo, que, no fundo, desserve ao trabalhador porque destrói essa conquista dos assalariados, que é a greve" (JB).

METROVIÁRIOS ADIAM GREVE NO RIO DE JANEIRO

Reunidos em assembléia, 600 metroviários do Rio de Janeiro atenderam ao apelo do presidente do Tribunal Regional do Trabalho, Geraldo Guimarães, adiando por 30 dias a decisão de retomar o movimento que, no início do mês passado, paralisou o metrô por 12 dias (JB).

GREVE GERAL NA PREFEITURA DE PORTO ALEGRE

A greve geral, iniciada na manhã de ontem, dos 10 mil empregados da Prefeitura de Porto Alegre (RS), terminou no mesmo dia. Após uma manifestação de 3 mil pessoas em frente à prefeitura e de negociações, os trabalhadores conseguiram reajuste de 100% para quem ganha até Cr$320 mil e de 95% para os que ganham mais, além da criação de uma comissão para estudar a reposição salarial (JB).

TERMINA A GREVE NA AÇONORTE

A greve dos metalúrgicos da Siderúrgica Açonorte, em Recife (PE), terminou. Após reunião na Delegacia Regional do Trabalho, patrões e empregados chegaram a um acordo, cuja claúsula principal é a manutenção do nível de emprego nos próximos três meses. O movimento foi deflagrado em protesto contra a demissão de 250 operários. A empresa, que pertence ao grupo Gerdau, se comprometeu a manter os 1501 empregos, durante 90 dias- só fará demissões em caso da queda injustificada de produção ou justa causa.

CONTINUA A GREVE DOS 8 MIL METALÚRGICOS

Continua a greve dos 8 mil metalúrgicos das 40 empreiteiras que prestam serviço à Companhia Siderúrgica Nacional, em Volta Redonda (RJ), que começou no último dia 30. Foi intensificada a "Operação Arrastão": os grupos estão fazendo piquetes em todos os portões da usina e continuam entrando nos departamentos para retirar quem ainda insiste em ficar lá dentro. O Sindicato dos Metalúrgicos está distribuindo pão, leite e refeições para os grevistas. Parentes e amigos já se mobilizam para angariar fundos para o comando de greve, vendendo doces pelas ruas.

GREVE PARCIAL DOS ELETRICITÁRIOS EM SÃO PAULO

A greve parcial dos eletricitários, em São Paulo, que não afetou o fornecimento de energia elétrica, paralisou as atividades de 16 mil dos 25 integrantes da categoria. Eles deixaram de executar os trabalhos de escritórios e nos setores administrativos da CESP e da ELETROPAULO, duas da três empresas energéticas do Estado. Os empregados da Companhia Paulista de Força e Luz, com sede em Campinas, não aderiram ao movimento.

MINISTRO DIZ QUE NÃO VÊ RAZÕES PARA INQUETAÇÃO POR GREVES

O ministro do Trabalho, Almir Pazzionotto, disse que não vê razões para uma grande inquietação, dentro do governo, por causa das greves que se espalham pelo país. Pazzionotto encomendou a seus assessores um levantamento sobre as greves em curso, e concluiu que o número delas se situa entre 45 e 57; "há algumas começando e outras acabando". O levantamento revela também que há greves reivindicatórias de aumentos salariais, greves por atraso de pagamento, greves estudantis e greves de funcionários públicos estaduais (JB).

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