OS PREJUÍZOS COM A GREVE DOS METALÚRGICOS

Os prejuízos com a greve dos metalúrgicos da região de Campinas (SP) foram de Cr$150 bilhões. Além disso, deixou-se de exportar cerca de US$40 milhões. A informação é do diretor do CIESP (Centro das Indústrias do Estado) regional, Tadeu da Silva Gama (FSP).

MENSALISTAS DA GENERAL MOTORS DIVULGAM MANIFESTO

Os 370 funcionários mensalistas da General Motors de São José dos Campos (SP) que foram mantidos "em cárcere privado", da noite de 25 de abril até a tarde do dia 27, por 4 mil metalúrgicos que estavam ocupando as dependências da empresa, em represália à demissão de 93 companheiros, distribuíram ontem um "manifesto de esclarecimento à opinião pública". Nele, criticam a atuação do sindicato dos trabalhadores, denunciam a presença de ativistas políticos e relatam as "humilhações e ofensas que sofreram" durante as horas em que foram mantidos "encarcerados".

MERGULHADORES DECIDEM MANTER A GREVE NO RIO DE JANEIRO

Os 350 mergulhadores do Rio de Janeiro decidiram manter a greve da categoria que já dura 18 dias. Eles rejeitaram a proposta patronal que pedia retorno ao trabalho até a realização do dissídio coletivo. Os mergulhadores reivindicam piso de 8 salários-mínimos (O Globo).

GREVE NA MERCEDES-BENZ E NA BRASTEMP

Os funcionários da Mercedes-Benz e da Brastemp entraram em greve ontem, ampliando para 31 mil o número de trabalhadores parados em São Bernardo do Campo e Diadema (SP). O número de demissões por justa causa também aumentou: 1142 trabalhadores já perderam o emprego desde o início da greve, há 26 dias. Ontem, a Kostal dispensou 29; a Plimatic, 120; a Perkins, 29; a Toyota, 35; a Rossi, 54 e a Papaiz, 13. Os diretores do Sindicato dos Metalúrgicos, José Cândido Pereira e José Nilton de Souza foram detidos e conduzidos à 3a.

CONTINUA A GREVE DOS METALÚRGICOS DE CAMPINAS

A greve dos metalúrgicos de Campinas (SP) entra na sua quarta semana somente com a paralisação dos 2700 operários da Clark Equipamentos, localizada em Valinhos. A greve na região (com 1900 indústrias) chegou a atingir um total de 38 mil trabalhadores dos 45 mil lá existentes. O retorno ao trabalho foi parcial devido aos 21 acordos em separado, que beneficiaram 12400 metalúrgicos que obtiveram redução da jornada de trabalho, trimestralidade, e 100% do INPC, além de aumento real a partir da data-base de 1o. de abril (O Globo).

SINDICATO DISCUTE PROPOSTA DO ESTALEIRO MAUÁ

O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Niterói (RJ), Abdias dos Santos, disse que dificilmente a assembléia de seu sindicato aprovará a sugestão do presidente do estaleiro Mauá, Hélio Paulo Ferraz, que propôs a suspensão do trabalho as sextas-feiras e redução proporcional dos salários, como forma de evitar demissões. O estaleiro Mauá, que emprega 3200 metalúrgicos, dos quais 500 estão ociosos, transformou as demissões dos empregados em férias e só terá condições de mantê-los caso seja feito um acordo (O Globo).

ACORDO EVITA GREVE NA COSIPA

Após reunião, com a mediação dos ministros da Indústria e Comércio, Roberto Gusmão, e do Trabalho, Almir Pazzianotto, a direção da COSIPA (Companhia Siderúrgica Paulista), em Cubatão, e os 14500 funcionários da empresa chegaram a um acordo para evitar a greve de advertência de 24 horas, programada para a zero hora de hoje. O acordo prevê o pagamento de 100% do INPC para todas as faixas de trabalhadores, antecipação trimestral, e concessão de um índice médio de produtividade de 3% (JB).

GOVERNO PODERÁ AUTORIZAR REPASSE DOS REAJUSTES SALARIAIS

O ministro do Trabalho, Almir Pazzionotto, admitiu ontem que o governo federal poderá estudar o repasse dos reajustes salariais acima do INPC para o preço final dos produtos se os sindicatos dos metalúrgicos e os empresários das indústrias automobilísticas e de autopeças paulistas assinarem um pedido neste sentido (JB).

INDÚSTRIA AUTOMOBILÍSTICA NEGOCIA FIM DA GREVE

A indústria automobilística paulista aceitou ontem negociar com os sindicatos de metalúrgicos, para pôr fim à greve da categoria, que já dura 27 dias. A posição da indústria automobilística tem o apoio do Grupo 14 da FIESP que coordena oficialmente todas as negociações entre empresários e líderes sindicais. Segundo as informações, os empresários deverão propor aos trabalhadores uma troca: os metalúrgicos abrem mão da reivindicação do reajuste trimestral e as empresas não descontam os dias parados, concedendo ainda uma redução na jornada de trabalho (JB).

A GREVE DOS SERVIDORES DA SAÚDE NO RIO DE JANEIRO

Os 31 hospitais e 100 postos de saúde das redes estadual e municipal do Rio de Janeiro paralisaram suas atividades hoje, em razão da greve deflagrada pelos 25 mil servidores da área médica do Estado e do Município prevista para encerrar-se a zero hora do próximo dia 9. O secretário estadual de Saúde, Eduardo Costa, informou que qualquer pessoa, mesmo os não contribuintes, será atendida nos hospitais e postos de atendimento médico (PAM) do INAMPS durante a greve (JB).

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