Os 370 funcionários mensalistas da General Motors de São José dos Campos (SP) que foram mantidos "em cárcere privado", da noite de 25 de abril até a tarde do dia 27, por 4 mil metalúrgicos que estavam ocupando as dependências da empresa, em represália à demissão de 93 companheiros, distribuíram ontem um "manifesto de esclarecimento à opinião pública". Nele, criticam a atuação do sindicato dos trabalhadores, denunciam a presença de ativistas políticos e relatam as "humilhações e ofensas que sofreram" durante as horas em que foram mantidos "encarcerados". O vice- presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, José Benedito de Oliveira, indagado a respeito do manifesto dos reféns, afirmou que "tudo não passa de mais uma jogada da direção da General Motors" (FSP).