O "JOGO DO BICHO" DEVE SER LEGALIZADO E EXPLORADO PELOS ESTADOS,

O "jogo do bicho" deve ser legalizado e explorado pelos Estados, defendeu o secretário de Justiça de São Paulo, Michel Temer. Ele sugere que o produto da arrecadação seja dividido, meio a meio, entre cada Estado e o município onde foram feitas as apostas (O Globo).

O SECRETÁRIO-GERAL DO MINISTÉRIO DA JUSTIÇA, JOSÉ PAULO CAVALC

O secretário-geral do Ministério da Justiça, José Paulo Cavalcanti, irá encontrar-se hoje com o embaixador dos EUA, Diego Asencio, para discutir a política dos dois países de combate às drogas e projetos de ajuda ao Brasil na repressão ao tráfico (O Globo).

O MINISTRO DA JUSTIÇA, FERNANDO LYRA, DISCUTIRÁ COM O PRESIDENTE

O ministro da Justiça, Fernando Lyra, discutirá com o presidente José Sarney em sua próxima audiência a proposta de legalização do "jogo do bicho" feita no último dia 7 pelos secretários de Segurança de todo o país que participaram de encontro preparatório do "Mutirão Nacional contra a Violência". Lyra é pessoalmente favorável mas entende que o problema é polêmico e só pode ser resolvido após amplas discussões. Sua intenção é concluir os estudos em 60 dias (FSP).

O SETOR ELÉTRICO BRASILEIRO, QUE TEM UMA DÍVIDA DE US$10 BILHÕ

O setor elétrico brasileiro, que tem uma dívida de US$10 bilhões, não resiste a congelamentos prolongados de tarifas, que precisariam ser aumentadas entre 30% a 40%, em maio, para que a rentabilidade do setor se mantivesse em 6%, que já é considerada baixa. A afirmação foi feita ontem, pelo presidente da ELETROBRÁS, Mário Bhering, que defende o reajuste trimestral da tarifas (JB).

RECURSOS DE INVESTIMENTO NO SETOR DE TELECOMUNICAÇÕES

Um acréscimo de Cr$4 trilhões para Cr$6 trilhões, neste ano, nos recursos de investimento do setor de telecomunicações, incluindo-se a permissão para utilização da receita própria das empresas do sistema TELEBRÁS, pelo menos nos níveis de 1982, foram as reivindicações apresentadas, ontem, ao ministro das Comunicações, Antonio Carlos Magalhães, pelo presidente da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica(ABINEE), Firmino Rocha de Freitas (GM).

MEDIDAS PARA REDUZIR DÉFICIT DE CAIXA DO TESOURO

O ministro da Fazenda, Francisco Dornelles, anunciou ontem, em seu pronunciamento realizado na Câmara dos Deputados, as medidas para a redução do déficit de caixa do Tesouro Nacional, projetado em Cr$84,9 trilhões, neste ano. Segundo ele, com o corte das despesas públicas, aumento da emissão de moeda, maior colocação de títulos no mercado e elevação da carga tributária, simultaneamente, será possível cobrir Cr$74,2 bilhões do déficit.

SEGURO DE EXPORTAÇÃO

O governo federal está desenvolvendo estudos para permitir o acesso dos exportadores brasileiros ao mercado internacional de futuro em taxas de câmbio. Equivalente a um seguro de exportação, este mercado, chamado hedge (proteção), compensa o exportador de eventuais valorizações do dólar em relação a moeda do importador no período entre o fechamento de contrato e a entrega dos produtos, geralmente da ordem de 60 a 90 dias.

SUPERÁVIT NA BALANÇA COMERCIAL

Ao anunciar superávit de US$1,081 bilhão na balança comercial em abril último, o diretor da CACEX, Marcos Vianna, reafirmou sua estimativa de saldo positivo de US$12 bilhões em 1985 (O Globo).

CACEX REDUZ IMPOSTO DE EXPORTAÇÃO

A CACEX reduziu o imposto de exportação para os produtos siderúrgicos, têxteis e artigos de couro destinados ao mercado norte-americano e reabriu os registros de venda, que estavam suspensos desde o dia 2 de maio. O imposto sobre a venda de calçados caiu 88,4%, passando de 19% para 2,2%. A diminuição do imposto deve-se à extinção do crédito-prêmio IPI-- um benefício fiscal que não era aceito pelo governo norte-americano-- no dia 30 de abril. O fim do benefício vinha sendo adotado de foram gradual desde o ano passado, por exigência do FMI (FSP).

EXPORTAÇÕES DE CALÇADOS DEVEM CAIR

As ameaças de restrições por parte dos Estados Unidos deverão fazer com que as exportações de calçados brasileiros caiam em 20% este ano. O cálculo é feito pelo presidente do Sindicato das Indústrias de Calçados de Novo Hamburgo (RS), Níveo Friedrich, acrescentando que uma queda de 20% a 25% já foi verificada no primeiro trimestre de 1985 (FSP).

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