Enviado por admin em sex, 13/09/1985 - 00:00
Correção trimestral de salários, com base na variação integral do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), é o ponto central das reivindicações dos metalúrgicos de São Paulo, Osasco e Guarulhos em sua nova campanha. os presidentes dos três sindicatos, que cobrem uma área de 450 mil operários, entregaram, ontem, suas propostas aos representantes patronais (FSP).
Enviado por admin em sex, 13/09/1985 - 00:00
Segundo o jornal Folha de São Paulo, a greve dos bancários continua recebendo adesões: Em Belo Horizonte (MG), 90% dos 25 mil bancários; em Florianópolis, a greve paralisa 11300 dos 17500; em Curtitiba (PR), 90% dos 17 mil; em Recife (PE), 66% dos 30 mil; e em Goiânia, 90% dos 5 mil (FSP).
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Cerca de 1500 funcionários da Universidade Federal de Viçosa (MG) decidiram ontem, em assembléia, prosseguir com a greve que já dura há 25 dias nas duas universidades (O Globo).
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Os petroleiros da Refinaria de Paulínia (REPLAN), decidiram, em assembléia, considerarem-se em estado de greve e iniciaram a preparação para uma nova paralisação total. A data do início da greve ainda não foi definido. O movimento poderá atingir os 56500 petroleiros de todo o país (O Globo).
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Segundo o jornal O Globo, a possibilidade de o Exército intervir na Polícia Militar dos Estados, para garantir a repressão aos piquetes, foi analisada durante a reunião com oito ministros na noite do dia 11 último, no Palácio do Planalto. Conforme o jornal, a questão foi examinada em função de uma declaração do governador do Rio de Janeiro, Leonel Brizola, de que não iria utilizar a Força Pública para reprimir os bancários em greve (O Globo).
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O presidente da FIESP, Luís Eulálio de Bueno Vidigal Filho, considerou acertadas as críticas dos banqueiros à falta de um policiamento mais ostensivo para coibir o movimento grevista. Segundo ele, "a Lei de Greve não foi cumprida, pois a paralisação em área bancária é ilegal, por ser essencial à economia" (O Globo).
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Cerca de 5 mil bancários, em Porto Alegre (RS), decidiram, ontem, em assembléia, manter a greve iniciada no último dia 11 (O Globo).
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O governador Leonel Brizola (RJ) afirmou que a decretação da ilegalidade da greve em nada modificará a atuação das autoridades policiais do Estado. Brizola disse que tem "o dever de zelar pela ordem pública e garantir os direitos de todos. Dessa forma, o governo estadual não desenvolverá atividades repressivas contra os sindicatos, nem contra quaisquer pessoas que não pratiquem violências ou atentem contra a ordem pública" (JB).
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O presidente do Sindicato dos Bancos do Rio de Janeiro, Theófilo de Azevedo Santos, assegurou que não pretende demitir funcionários em consequência da decisão do Tribunal Regional do Trabalho, que considerou ilegal a greve dos bancários do Estado (JB).
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A greve dos bancários acabou ontem no Rio de Janeiro e em São Paulo. No Rio de Janeiro, o Tribunal Regional do Trabalho (TRT), após julgar a greve ilegal, propôs reajuste de 87,5%; 4% de produtividade; abono de 25% a partir de janeiro de 86 (para ser compensado em março); piso de Cr$930 mil para o pessoal de escritório e de Cr$730 mil para o de portaria, negando a trimestralidade e a estabilidade no emprego. Em São Paulo, os bancários aceitaram a proposta do TRT, que concede 20% acima da inflação.
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