ELETROBRÁS DIZ QUE NÃO HÁ PERIGO DE RACIONAMENTO

O presidente da ELETROBRÁS, Mário Bhering, afirmou que não há perigo de racionamento de energia elétrica no país, mas advertiu que os níveis de riscos de novas interrupções no seu fornecimento, especialmente nas regiões sul e sudeste, aumentaram de 5 para 20 e mesmo 30%, em razão de três fatores: falta de recursos para o setor elétrico, taxas altas de crescimento do mercado e contenção de tarifas.

PROJETO DE DESENVOLVIMENTO PARA SANTA CATARINA

Segundo o jornal Folha de São Paulo, o governo brasileiro vai iniciar, com a colaboração do Banco Mundial (BIRD), um projeto "para intensificar o desenvolvimento do Estado de Santa Catarina". Com um custo estimado em US$70 milhões-- o BIRD deverá contribuir com US$24,6 milhões--, o projeto compreende a construção de rodovias, instalações de produção, escolas e centros sociais e seu objetivo "é estimular a produção e as exportações do Estado" (FSP).

DÓLAR NORTE-AMERICANO SOFREU QUEDA NO EXTERIOR

Segundo as informações, o dólar norte-americano sofreu, ontem, queda de 5% no mercado internacional de moedas. No último dia 22, o Grupo dos 5, formado pelos ministros das Finanças dos maiores países industrializados não-comunistas (EUA, Japão, Alemanha, França e Grã-Bretanha) e pelos presidentes de seus bancos centrais, anunciou que a desvalorização do dólar é instrumento "eficaz e instantâneo para superar as dificuldades criadas pelo déficit de cerca de US$150 bilhões apresentado pela balança comercial administrada por Washington nos últimos 12 meses" (GM).

ESTRATÉGIA PARA REDUÇÃO DO DÓLAR NORTE-AMERICANO

A estratégia para a redução do valor do dólar norte-americano frente às principais moedas européias e ao iene japonês-- decidida na reunião do último dia 22 em Nova Iorque, entre ministros das Finanças e presidentes dos bancos centrais dos EUA, Japão, Grã-Bretanha, França e Alemanha, foi muita bem recebidam pelas autoridades brasileiras. O presidente do Banco Central, Fernão Bracher, assinalou que "à decisão é altamente favorável aos interesses nacionais".

BANQUEIRO AFIRMA QUE FMI PRECISA SER MAIS FLEXÍVEL COM O BRASIL

Segundo o jornal O Estado de São Paulo, o presidente do Barclays Bank (credor de US$730 milhões do Brasil), da Inglaterra, Timothy Bevan, afirmou que o FMI "precisa ser mais flexível com o Brasil e, ao mesmo tempo, os credores deveriam permitir que parte dos encargos da dívida externa fosse capitalizada e empregada no desenvolvimento interno".

REAGAN ANUNCIA A CRIAÇÃO DE UM FUNDO

O presidente Ronald Reagan anunciou a criação de um fundo de US$300 milhões, que pode chegar a US$1 bilhão, para ajudar os exportadores norte-americanos e conter o que chamou "de práticas comerciais injustas de outros países". A medida faz parte de um plano de abertura dos mercados externo e de redução do déficit comercial dos Estados Unidos, estimado em US$150 bilhões este ano.

CONSIDER E AS EXPORTAÇÕES BRASILEIRAS

A Conselho de Não-Ferrosos e Siderurgia (CONSIDER) informou que as exportações brasileiras de produtos siderúrgicos caíram 9% em valor, entre janeiro e agosto deste ano, embora tenham apresentado uma elevação de 2,4% em volume no mesmo período (GM).

GOVERNO QUE DIMINUIR SUA INTERVENÇÃO NO COMÉRCIO

O diretor da CACEX, Roberto Fendt Júnior, disse que o governo federal quer reduzir sua intervenção na atividade de comércio exterior, para que o setor privado consiga gerar divisas externas com o aumento das exportações e o processo substitutivo das importações (O ESP).

SARNEY PEDIRÁ NA ONU ESFORÇO CONTRA A MISÉRIA

Segundo o jornal O Globo, na parte final do discurso que fará hoje, na abertura da 40a. Assembléia-Geral da ONU, o presidente José Sarney lançará "um libelo contra a fome no mundo, conclamando todas as nações a um esforço conjunto para combater a miséria" (O Globo).

A ASSEMBLÉIA DA ONU

Segundo o Jornal do Brasil, o presidente José Sarney, ao discursar hoje, na abertura da 40a. Assembleía-Geral da ONU, dirá que o êxito do processo de redemocratização do Brasil depende da solução que seja dada para a questão da dívida externa de US$100 bilhões (JB).

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