O presidente da ELETROBRÁS, Mário Bhering, afirmou que não há perigo de racionamento de energia elétrica no país, mas advertiu que os níveis de riscos de novas interrupções no seu fornecimento, especialmente nas regiões sul e sudeste, aumentaram de 5 para 20 e mesmo 30%, em razão de três fatores: falta de recursos para o setor elétrico, taxas altas de crescimento do mercado e contenção de tarifas. Bhering informou, ainda, que o plano de recuperação setorial, que atualmente está sendo analisado pelo Ministério das Minas e Energia, ministros da área econômica, Banco Mundial (BIRD) e BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) prevê que se a economia do país crescer 5% ao ano, o consumo de energia elétrica precisa acompanhar esse aumento, a uma razão de 8 a 10%, o que significa investimentos de Cr$30 trilhões, para a produção de 4 milhões de quilowatts, associada às obras de transmissão e distribuição. Prevê também o aumento de aporte de recursos sob a forma de capital, para que o governo possa pagar dívidas vencidas, como os compromissos de Cr$2,5 trilhões que o Grupo ELETROBRÁS tem com as empreiteiras (JB).