VIGORELLI PEDE A JUSTIÇA QUE TRANSFORME CONCORDATA EM FALÊNCIA

A Vigorelli do Brasil S/A. Comércio e Indústria, com sede em São Paulo, e a sua subsidiária Máquinas Operatrizes Vigorelli S/A., com instalações em Jundiaí, pediram na Justiça a transformação de sua concordata preventiva em falência (GM).

BRASIL PRECISARÁ IMPORTAR SAL

O presidente da ABERSAL (Associação Brasileira das Empresas Refinadoras de Sal, Paulo Barreto Viana, afirmou que o Brasil vai precisar importar, até setembro, quando inicia a próxima colheita, cerca de 500 mil toneladas de sal, para atender à demanda da indústria química (GM).

BRASIL PRETENDE TORNAR-SE EXPORTADOR DE FERRO-LIGAS

O secretário-executivo do Conselho de Não-Ferrosos e Siderurgia (CONSIDER), Theo Amorim, afirmou que o Brasil pretende até 1990 tornar-se um importante exportador de ferro-ligas à base de silício, ampliando sua participação no comércio ocidental dessa matéria-prima utilizada na produção do aço, dos atuais 10% para cerca de 35% (GM).

GOVERNO DO PARANÁ INICIA CRIAÇÃO DE FRENTES DE TRABALHO

O governo do Paraná vai começar hoje a distribuição dos Cr$40 bilhões recebidos do Ministério do Interior para criação de frentes de trabalho nos municípios mais prejudicados pela estiagem. A verba, que visa beneficiar cerca de 250 mil trabalhadores rurais ("bóias-frias") desempregados, será repassada às prefeituras de 251 Municípios, as quais ficarão responsáveis pela criação das frentes, conforme as necessidades de cada região (GM).

DÉFICIT DO SETOR PÚBLICO ALCANÇOU 3,7% DO PIB

O déficit do setor público em 1985 alcançou 3,7% do PIB (Produto Interno Bruto), a soma de bens e serviços produzidos no país, segundo informação dada pelo secretário-geral da SEPLAN, Andrea Sandro Calabi. Em 1984 o déficit foi menor, alcançando 1,9% do PIB (O ESP).

DÍVIDA EXTERNA DOS ESTADOS E MUNICÍPIOS É DE CR$1,1 BILHÃO

Segundo informação da Secretaria de Articulação com Estados e Municípios, da SEPLAN, em 1985 os Estados e Municípios endividaram-se no montante de Cr$29,3 trilhões no mercado financeiro nacional e em US$1,1 bilhão no exterior. Os Estados aumentaram sua dívida externa em US$946,3 milhões, utilizando US$761,5 milhões para pagar a dívida vencida em 1985 junto ao sistema financeiro internacional. Os Municípios aumentaram sua dívida externa em US$194,5 milhões, dos quais US$121,4 milhões representaram rolagem da dívida (O ESP).

FUNCIONÁRIOS DE HOSPITAIS DO INTERIOR PAULISTA ENTRAM EM GREVE

Cerca de 5 mil funcionários dos hospitais de Campinas, Valinhos e Vinhedo (SP) entram em greve a partir das 6 horas de amanhã. Eles estão reivindicando o cumprimento da decisão do Tribunal Regional do Trabalho, que dia 17 de dezembro concedeu à categoria piso salarial de Cr$1.363.320 milhão e reajuste de 108,76% (O ESP).

METALÚRGICOS DE OSASCO RECEBERÃO DE VOLTA IMPOSTO SINDICAL

Os 20 mil filiados do Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco, em São Paulo, deverão receber de volta 60% do dia de salário a ser descontado em março, a título de Imposto Sindical. Esse percentual é repassado aos sindicatos pelo governo e, em Osasco, o Imposto Sindical representaria este ano uma receita de Cr$3 bilhões. Mas, segundo o presidente Antônio Toschi, a entidade abrirá mão destes recursos "para provar que o movimento sindical não necessita deste tributo para sobreviver" (FSP).

PAZZIANOTTO INFORMOU QUE SALÁRIOS SERÃO NEGOCIADOS DIRETAMENTE

O ministro do Trabalho, Almir Pazzianotto, informou que o índice de aumento real dos salários, este ano, resultará da negociação direta entre trabalhadores e empresários. Como parâmetro para as negociações, o governo pensa em fixar em torno de 4% a taxa de produtividade para os funcionários das empresas estatais (em 1985 a taxa foi de 2%) (FSP).

SANEAMEMTO DO SETOR SIDERÚRGICO ORÇADO EM US$7 BILHÕES

O titular da Secretaria Especial de Controle das Empresas Estatais (SEST), Henri Phillipe Reichstul, disse que a proposta básica de saneamento financeiro do setor siderúrgico prevê investimentos de US$6 a US$7 bilhões, equivalente a Cr$68,5 a Cr$80 trilhões pelo câmbio de hoje, para nivelar a relação entre capital de terceiros e recursos próprios ao nível de 50% cada, após o presidente José Sarney garantir que a siderurgia continuará a merecer a prioridade do governo (FSP).

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